Gare do Oriente e Pragal ligados por tecnologia quântica

O objetivo do consórcio criado entre Warpcom, ID Quantique, Deloitte, Fortinet e IP Telecom para este projeto é usar esta tecnologia de ponta para aumentar o nível de segurança das comunicações e proteger os ativos mais importantes das organizações.

Portugal tem a primeira ligação com tecnologia quântica de mais de 20 quilómetros depois de um consórcio de cinco empresas de telecomunicações e consultoria – Warpcom, ID Quantique, Deloitte, Fortinet e IP Telecom – se terem juntado num projeto para transmissão de informação encriptada através de chaves quânticas.

Por trás está uma rede de fibra ótica que conecta a Gare do Oriente, em Lisboa, ao Pragal, em Almada, atravessando assim a Ponte 25 de Abril que liga as duas margens do rio Tejo. O objetivo é usar esta tecnologia de ponta para aumentar o nível de segurança das comunicações e proteger os ativos mais importantes das organizações.

“Segundo os padrões atuais, a informação será facilmente desencriptada com recurso a tecnologia quântica, o que se revela um risco e uma ameaça graves para governos, organizações e pessoas. Esta ligação comprova que a tecnologia quântica já é uma realidade e que é possível garantir a segurança das comunicações entre dois pontos com tecnologia quantum-safe”, explica Bruno Gonçalves, manager de Cibersegurança da Warpcom.

As empresas consideram que este investimento, cujo valor não foi revelado demonstra que esta tecnologia vanguardista deixou de ser um teste laboratorial para passar à apresentação no mundo real.

“Há um movimento dos principais players internacionais no sentido da adoção de uma estratégia para a era quântica que se aproxima a passos largos. A resposta envolve certamente soluções que permitem às organizações adaptar a sua estratégia de cibersegurança, tornando-a quantum-safe. É um caminho que deve ser preparado a fim de proteger os seus bens hoje e no futuro”, refere Jean-Sébastien Pegon, responsável por mercados financeiros e telecomunicações da ID Quantique.

“O tema da era quântica tem que ser colocado na agenda estratégica das organizações para os próximos anos e, nesse sentido, estamos aqui para apoiá-las nessa jornada em segurança, suportando os detentores de infraestruturas críticas, como utilities, Defesa, saúde, mercado financeiro e operadores de telecomunicações, no desenvolvimento de redes quantum-safe”, comenta o diretor comercial da Warpcom, Pedro Morão.

E para o diretor geral da IP Telecom, Rui Ribeiro, as comunicações quânticas também são “um futuro ativo da empresa e uma necessidade clara dos nossos clientes”.

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