Governo diz ser possível tomar vacinas da gripe e contra a Covid-19 “em separado”

“Qualquer vacina pode sempre causar alguma reação, as pessoas devem estar atentas ao seu próprio organismo e contactar se isso acontecer”, sublinhou a ministra da Saúde à margem da inauguração do Pólo do Centro Multidisciplinar do Hospital Garcia de Orta.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que a vacina da gripe iria abranger 2 milhões de pessoas, esta segunda-feira e também que as pessoas podiam escolher tomar em separado.

O dia de hoje é marcado pelo arranque da vacinação contra a gripe e a responsável pelo ministério da Saúde também pediu que os utentes tivessem atenção a possíveis efeitos secundários.

À margem da inauguração do Pólo do Centro Multidisciplinar Dor Beatriz Craveiro Lopes do Hospital Garcia de Orta, em Almada, Marta Temido sublinhou que a vacina contra a gripe iria incluir 2 milhões de pessoas. A administração desta vacina irá estar a decorrer em simultâneo com a vacina contra a Covid-19.

Relativamente à forma como os utentes vão escolher tomar ambas as vacinas, a governante explicou que as pessoas têm opção de “pedirem para tomar as vacinas em separado”.

Quanto aos efeitos secundários de se tomar tanto a vacina contra a gripe, como a vacina contra a Covid-19 ao mesmo tempo, a ministra da Saúde referiu que: “Qualquer vacina pode sempre causar alguma reação, as pessoas devem estar atentas ao seu próprio organismo e contactar se isso acontecer. Mas não é suposto, aliás a segurança e eficácia das vacinas permanece idêntica no caso da coadministração, no caso da administração em separado e por isso não é esperado que isso aconteça”.

A vacinação que vai decorrer em simultâneo foi anunciada na sexta-feira, 15 de outubro, pela Direção Geral de Saúde (DGS). “Temos tudo preparado para que a administração simultânea, obviamente, em braços diferentes, possa ser feita no mesmo momento de vacinação”, frisava Graça Freitas aos jornalistas.

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