Governo quer que Portugal se mantenha um dos dez maiores exportadores mundiais de vinho

“O sucesso do setor também é visível pela execução do Programa Nacional de Apoio ao setor vitivinícola”, referiu a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, nas Caldas da Rainha.

A ministra da Agricultura afirmou esta quarta-feira que pretende dar continuidade ao percurso do setor vitícola nacional, que tem evoluído e é hoje um importante embaixador de Portugal no estrangeiro.

“O setor tem sabido corresponder à procura e afirmar-se num mercado global que, a par das oportunidades, acarreta também muitos desafios. Portugal encontra-se no Top 10 dos exportadores mundiais”, disse Maria do Céu Albuquerque, no Fórum Anual Vinhos de Portugal, que se realizou nas Caldas da Rainha.

A governante diz que os vinhos portugueses não estagnaram e procuraram, ao longo do tempo, estar sempre “na linha da frente na resposta aos mais diversos desafios”. “Testou, adaptou, criou e cresceu – uma receita bem conseguida que, certamente, será para manter”, referiu a ministra, no mesmo encontro.

A responsável pela pasta da Agricultura explicou ainda que o país incluiu o apoio à promoção em países terceiros no PNA (Programa Nacional de Apoio) ao Setor Vitivinícola – cujas taxas de execução anuais são de cerca de 100% da dotação total atribuída a Portugal – e revelou que, para 2020, já estão a decorrer dois concursos: um de auxílio à promoção em países terceiro e um de auxílio à promoção no mercado interno (Portugal e União Europeia).

Na opinião de Maria do Céu Albuquerque é possível “reconhecer a relevância da promoção no reforço e na manutenção da notoriedade em mercados externos e, consequentemente, como forma de gerar valor para os nossos vinhos”.

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Esta medida tem em vista minimizar os prejuízos do setor, nomeadamente, decorrentes da redução do consumo e da quebra de mercados devido à pandemia.

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“O Estado português não pode assumir, arbitrariamente, compromissos de milhares de milhões de euros para ‘salvar’ ou nacionalizar empresas e demitir-se de apoiar dignamente pequenos agricultores em situação de desastre, agricultores que produzem bens alimentares, exportam e criam riqueza no interior do país”, vinca a confederação liderada por Eduardo Oliveira e Sousa.

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“A esmagadora maioria refere que não irá conseguir suportar os encargos habituais, como pessoal, energia, fornecedores e outros”, alerta a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
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