Um conjunto de países, onde se inclui Portugal, vai dar início ao processo de reconhecimento da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas, que terá lugar em setembro. Em comunicado, o Governo liderado por Luís Montenegro anunciou que decidiu promover a auscultação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e dos partidos com representação no Parlamento, “com vista a considerar efetuar o reconhecimento do Estado palestiniano, num procedimento que possa ser concluído na semana de Alto Nível da 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a ter lugar em Nova Iorque no próximo mês de setembro”.
A decisão foi tomada no quadro da conferência internacional de alto nível para a resolução pacífica da questão palestiniana e a implementação da solução dos dois Estados realizada na ONU entre os dias 28 e 31, em Nova Iorque.
No comunicado, o executivo justifica que, dos múltiplos contatos” feitos, “pôde estabelecer-se que muitos dos Estados com que Portugal tem concertado posições sobre a matéria evidenciaram disponibilidade para iniciar o procedimento de reconhecimento do Estado Palestiniano m face de duas questões.
A primeira, “da disposição do reconhecimento e normalização das relações com Israel por parte de um número significativo de Estados árabes”. A segunda, “da evolução altamente preocupante do conflito, seja na dimensão humanitária, seja na repetida alusão à possibilidade de anexação dos territórios palestinianos”.
Além da concertação de posição com outros países, as condições preenchidas pela Autoridade Palestiniana para o arranque deste processo “devem ter-se por verificadas pelos Estados presentes na conferência”.
As seis condições são então: 1- a condenação dos atos terroristas do Hamas e a exigência do seu total desarmamento; 2- a exigência da libertação incondicional e imediata dos reféns de Gaza e dos prisioneiros; 3- compromisso de reforma institucional interna e de organização de eleições num futuro próximo; 4- a aceitação do princípio de um Estado palestiniano desmilitarizado, cuja segurança externa seja garantida por forças internacionais; 5- prontidão para retomar a administração e o controlo total da Faixa de Gaza, com saída do Hamas; 6- reconhecimento do Estado de Israel e das necessárias garantias de segurança.
Notícia em atualização
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