Greve dos motoristas. Ministro da Economia defende revisão da lei da greve

Pedro Siza Vieira apelou à moderação de consumos e o evitar de deslocações desnecessárias durante a greve dos motoristas de combustíveis.

O ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, intervém durante a sua audição perante a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito das audiências sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2018, na Assembleia da República, em Lisboa, 16 de novembro de 2017. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Governo apela aos portugueses a moderação do consumo de combustível durante a greve dos motoristas de matérias perigosas marcada para o dia 12 de agosto.

“É preciso que as pessoas tentem moderar os consumos, se evitem deslocações desnecessárias em dias de greve, é preciso encarar com alguma calma e tranquilidade. Vai causar transtornos, não temos dúvidas, mas é preciso que os portugueses reajam com maturidade”, disse o ministro Adjunto e da Economia em entrevista à RTP.

Pedro Siza Vieira diz que é “difícil perceber” porque é que os motoristas pretendem avançar com a greve neste momento, depois de já ter obtido “ganhos substanciais do ponto de vista salarial”.

“Aquilo que constatamos é que uma das matérias que neste momento justifica o pré-aviso de greve é uma matéria que foi já objeto de discussão. Nesse sentido, é difícil perceber que um acordo que garantia desde já, a partir de janeiro de 2020, ganhos substanciais do ponto de vista salarial, além de um conjunto de outras matérias importantes para os motoristas, possa ser posto em causa por causa de aumentos salariais que se verificarão daqui a dois ou três anos”, afirmou na entrevista.

O ministro da Economia também defendeu que a lei da greve deve ser revista. “É uma questão que tem de ser equacionada do ponto de vista político e os protagonistas políticos vários têm de ponderar a necessidade de rever a lei da greve nessa matéria”.

“A lei é dos anos 70. Faz sentido pensar se devemos mantê-la ou não”, destacou.

Na entrevista, Siza Vieira também disse ter a “convicção muito clara” que é preciso “melhorar a regulação das situações de trabalho” de forma a “melhorar a situação dos trabalhadores e da qualidade do emprego”. Para atingir este objetivo, apontou que a “negociação com os sindicatos é absolutamente essencial”.

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