Grounforce: PCP requer audição com o Ministro das Infraestruturas e Habitação

O PCP defende que o Governo deve “retomar o controlo público da SPDH/Groundforce, cujo acionista privado não possuía os capitais necessários para enfrentar uma situação como a originada pela pandemia”.

Tiago Petinga/LUSA

O Partido Comunista Português (PCP) pediu, esta terça-feira, uma audição com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, sobre o pedido de insolvência da SPDH/Groundforce por parte da TAP.

Em comunicado divulgado na página do partido, o PCP dá nota que pretende uma audição com o ministro Pedro Nuno Santos para abordar a insolvência da Groundforce, “uma decisão grave”, na perspetiva dos comunistas.

“O Governo informou ontem a CMVM da sua decisão de que a TAP pediria a insolvência da SPDH/Groundforce. Trata-se de uma decisão grave e completamente inaceitável, na medida em que precariza ao extremo a vida dos 2400 trabalhadores da SPDH/Groundforce e suas famílias e desestabiliza a TAP num momento crítico para a recuperação económica da Empresa”, aponta o deputado do PCP Bruno Dias.

Na mesma mensagem, Bruno Dias recorda que “há mais de um ano que o PCP vem alertando para a urgência do Governo retomar o controlo público da SPDH/Groundforce, cujo acionista privado não possuía os capitais necessários para enfrentar uma situação como a originada pela pandemia”.

“O Governo, em vez de utilizar os instrumentos que possui para clarificar e estabilizar a situação, através de uma nacionalização, opta por seguir um caminho desestabilizador, moroso e de final incerto através de um pedido de insolvência”, consideram os comunistas.

Na segunda-feira, 10 de maio, a TAP anunciou que ia pedir a insolvência da Groundforce. A companhia aérea portuguesa justificou a decisão com o agravamento da situação financeira da Groundforce, da inexistência de soluções credíveis para a obtenção de financiamento e falta de condições para restabelecer a confiança dos credores.

Por sua vez, o acionista privado da Groundforce Alfredo Casimiro avisa que o pedido de insolvência da empresa feito pela TAP vai agravar a situação da companhia aérea.

 

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