Um grupo chinês está a construir um condomínio com 6.000 apartamentos nos arredores de Maputo, um projeto habitacional destinado a jovens, lançado hoje pelo Presidente moçambicano, avaliado em 2.000 milhões de dólares (1.850 milhões de euros).
Localizado junto ao bairro da Costa do Sol, o projeto já começou a ser edificado pela empresa chinesa Phoenix International Group, com sede em Hong Kong, resultando de uma parceria estratégica entre o Governo de Moçambique e o setor privado, devendo ficar concluir em dois anos e meio.
“O projeto irá criar cerca de 25 mil postos de emprego no período máximo da sua implantação, contribuindo significativamente para a redução da pobreza nas famílias dos envolvidos, e, sobretudo, nos arredores, onde cerca de 1.500 já se beneficiaram neste momento, na fase das indemnizações de benfeitorias que a empresa já fez, e limpeza do terreno”, destacou Daniel Chapo, ao intervir no lançamento do projeto habitacional Fénix.
O empreendimento privado, explicou, visa “edificar uma comunidade habitacional de padrão convencional, destinado essencialmente para jovens, e de padrão internacional e moderno”, com o chefe de Estado a destacar o contributo para a política de habitação no país.
“O principal objetivo desta política é facilitar a provisão de habitação adequada e um ambiente de vida saudável para a nossa juventude, a um custo acessível a todos os grupos sociais, principalmente aos jovens, promovendo uma habitação de qualidade, mas a baixo custo. Por isso este projeto envolve cerca de 6.000 habitações ou apartamentos de várias tipologias para permitir que cada um, segundo o seu bolso, consiga viver numa casa condigna”, apontou.
O Presidente sublinhou que a política de habitação do novo Governo, em funções desde janeiro, “prevê a promoção e facilitação” de investimentos nacionais e estrangeiros para a construção de complexos habitacionais acessíveis para todos os segmentos da população, “incluindo as camadas de baixa renda”.
“A nossa visão e objetivo é fazer uma réplica deste tipo e nível de habitação, ou ainda mais adequada, a cada local e ao poder de compra de cada local, em todo o país, ao longo deste quinquénio [mandato iniciado em janeiro] que o povo moçambicano nos confiou para dirigir”, sublinhou.
Daniel Chapo destacou que a empresa responsável pelo projeto “tem experiência” neste tipo de empreendimento em áfrica: “Já ouvimos das centralidades do nosso país irmão Angola, tal como os condomínios de Talatona e outros projetos que foram levadas a cabo neste país amigo e irmão. É esta empresa que levou a cabo este projeto. Por isso, nos desdobrámos a convidá-los para vir fazer projetos da mesma dimensão, mas com melhor qualidade e com toda a observância do respeito à engenharia, e, sobretudo, ao ambiente aqui na cidade de Maputo e um pouco por todo Moçambique”.
Além da componente habitacional, explicou que o projeto contempla a construção de um centro comercial, restaurantes e torres, incluindo uma estrutura “panorâmica de toda cidade de Maputo”.
“As lagoas que estão nesta zona, nenhuma delas vai ser mexida. Vão servir para passeio de barco, parque infantil, circuito de manutenção física (…) ao longo do condomínio, para que cada um, de manhã, ao acordar, possa caminhar, fazer a sua manutenção física dentro deste grande bairro, uma grande cidade. Terá um centro de saúde, uma escola, um campo gimnodesportivo, um campo de futebol, centro comunitário, entre outras infraestruturas”, enfatizou.
Daniel Chapo recordou que a “habitação condigna” é um dos direitos básicos previstos na Constituição como garante a todos os cidadãos moçambicanos, sendo igualmente “uma das principais preocupações” da sociedade.
“Sem sombra de dúvidas, este projeto irá abrir oportunidades de créditos à habitação, em modalidades acessíveis, aos diferentes grupos sociais, principalmente para a nossa juventude, tendo em conta que o projeto está direcionado para jovens, ainda na fase de procura do primeiro emprego, do casamento e habitação condignos”, insistiu.
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