Setor da hotelaria e restauração reclama período de carência nos pagamentos ao Estado e à banca

A Associação de Hotelaria e Restauração considera “insuficientes” as medidas disponibilizadas pelo Executivo e entregou mais de 40 propostas ao Ministério da Economia. AHRESP reclama, entre outras medidas, mil euros mensais por trabalhador, adequação do processo de layoff e período de carência nos pagamentos ao Estado e à banca.

A Associação de Hotelaria e Restauração considera “insuficientes” as medidas disponibilizadas pelo Executivo e entregou mais de 40 propostas ao Ministério da Economia. AHRESP reclama, entre outras medidas, 1.000 euros mensais por trabalhador, adequação do processo de layoff e período de carência nos pagamentos ao Estado e à banca.A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera “insuficientes” as medidas governamentais para mitigar os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus. Nesta terça-feira, 17 de março, setor revela que entregou mais de 40 propostas ao Ministério da Economia. Entre as medidas está a disponibilização de uma linha de apoio à tesouraria de 1.000 euros mensais por trabalhador, a adequação do processo de layoff e período de carência nos pagamentos ao Estado e à banca.

”A disponibilização de uma linha de apoio à tesouraria de 1.000 euros mensais por trabalhador é o valor que a AHRESP exige que o Governo garanta às empresas do canal HORECA, que vivem hoje uma das piores crises de sempre devido à propagação do COVID-19”, revela a AHRESP em comunicado.

A Associação avança que “depois de considerar insuficientes as medidas disponibilizadas pelo Executivo, a AHRESP entregou mais de 40 propostas ao Ministério da Economia”, entre as quais o apoio de 1.000 euros mensais por trabalhador.

“Esta foi uma das mais de 40 propostas que a maior associação empresarial portuguesa apresentou ontem ao Ministério da Economia, numa reunião de trabalho que durou perto de duas horas e que teve como objetivo responder de forma eficaz às dificuldades sentidas pelas empresas de restauração e alojamento turístico”, afirma a AHRESP, dando conta de que a reunião decorreu após a apresentação pública, por parte do Governo, de diversas medidas, consideradas pela AHRESP como insuficientes para diminuir os impactos da atual crise.

Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira, e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão. Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas  desde ontem, e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.

O Governo também anunciou esta segunda-feira o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham que se deslocar por razões profissionais.

Até ontem havia 331 pessoas infetadas, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS), tendo sido anunciada nesta segunda-feira, 16 de março a primeira morte por COVID19. Dos casos confirmados, 192 estão a recuperar em casa e 139 estão internados, 18 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). O boletim da DGS assinalou 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardavam resultado laboratorial. Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.

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