IL sobre OE2022: “Há demasiada negociação dos aspetos conjunturais e pouca estratégia e ambição”

O líder da Iniciativa Liberal justificou, depois de uma conversa com Presidente da República, que “mais uma vez, este Orçamento dispõe ainda da suspensão dos limites de dívida e de défice, dispõe de taxas de juros anormalmente baixas”.

Manuel de Almeida/LUSA

O líder da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, considerou esta sexta-feira que na proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) “há demasiada negociação dos aspetos conjunturais e pouca estratégia”.

Depois de se ter reunido com o Presidente da República, João Cotrim Figueiredo explicou aos jornalistas que a “leitura que temos feito dos Orçamentos é de que há demasiada negociação dos aspetos como digo conjunturais e pouca estratégia e pouca ambição”. De recordar que a IL foi o primeiro partido a anunciar que iria votar contra o OE2022.

“Mais uma vez, este Orçamento dispõe ainda da suspensão dos limites de dívida e de défice, dispõe de taxas de juros anormalmente baixas. Dispõe de tudo isso e não consegue por o país a crescer porque ao contrário do que disse o senhor ministro das Finanças, se olharmos para os anos de 2023, 2024, 2025 o país não vai convergir”, sublinhou Cotrim Figueiredo.

O líder liberal aproveitou para dizer que Marcelo partilhou com o partido que “já sente à mais tempo que os temas estruturais , de estratégias do país. Não estão a ter um reflexo pleno nas escolhas orçamentais que vão sendo feitas ano após ano”.

João Cotrim Figueiredo pediu ainda que não seja desperdiçada esta oportunidade de recuperar a economia “seja por más escolhas públicas, seja por um contexto político em que os partidos privilegiem a conjuntura da estratégia e foi essa a essência da conversa”.

Entre os partidos de direita, além da IL também o PSD e CDS já disseram que vão votar contra o próximo Orçamento.

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