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Incêndios: “Apesar das medidas preventivas e do diagnóstico, a força do inimigo foi enorme”, diz Montenegro

O primeiro-ministro assume que o Governo atuou antes e durante os incêndios apoiando a população e as empresas e diz que está a trabalhar para que a gravidade da situação não aconteça nos meses de setembro e outubro. “É falsa a ideia de que não houve prevenção no terreno”, afirma Luís Montenegro.
epa12180532 Portuguese Prime Minister Luis Montenegro speaks during the plenary session to present the Program of the XXV Constitutional Government at the Assembly of the Republic in Lisbon, Portugal, 17 June 2025. EPA/JOSE SENA GOULAO
27 Agosto 2025, 15h34

Luís Montenegro considera que o Governo tudo fez para evitar os incêndios de grande dimensão que atingiram o país nas últimas semanas, mas que “apesar das medidas preventivas e do diagnóstico, a força do inimigo foi enorme”. O primeiro-ministro reiterou durante o debate sobre o combate aos incêndios que decorre no parlamento esta quarta-feira, que o Executivo tudo fará para que este cenário não se repita nos próximos meses.

“Ao nível da prevenção reforçamos o programa de sapadores florestais, com 415 equipas e cerca de dois mil operacionais. Alargamos o prazo para a limpeza de terrenos até 15 de junho. Fizemos o controlo do fogo e autorizamos queimadas em 3.562 hectares”, referiu, destacando estes como alguns dos exemplos de várias intervenções ao nível preventivo.

Como tal, Luís Montenegro defendeu que a eficácia e execução destas ações pode e deve ser avaliada, mas rejeitou que seja “falsa a ideia de que não houve prevenção no terreno”, salientando que este é o maior dispositivo de sempre no combate aos incêndios e que envolveu 76 meios aéreos, mais 869 operacionais do que no ano passado e mais 238 veículos de combate.

O primeiro-ministro sublinhou que esteve sempre a acompanhar a situação no terreno, juntamente com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, a coordenar as ações políticas das suas responsabilidades, realçando que continua a trabalhar para que a gravidade da situação não aconteça no próximos meses de setembro e outubro.

“É verdade que temos de expor as nossas ações, as oposições de escrutinarem a ação do Governo, mas obviamente que contamos com todos para convergirmos na solução deste grave flagelo que nos atinge infelizmente todos os anos”, concluiu.

Sem incêndios significativos ativos em Portugal, a Assembleia da República debate esta quarta-feira o combate aos incêndios que deixaram uma área ardida de quase 250 mil hectares e provocaram quatro mortes.

O Governo definiu um apoio para a reconstrução de habitações de residência própria em situações como os incêndios rurais das últimas semanas, prevendo uma comparticipação “a 100% até ao montante de 250 mil euros”, anunciou na passada quinta-feira o primeiro-ministro. O valor remanescente, indicou o primeiro-ministro Luís Montenegro, será comparticipado a 85%.

No âmbito das medidas de apoio, também os prazos para cumprimento das obrigações contributivas e fiscais, incluindo o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), pelos contribuintes com residência ou domicílio fiscal nas freguesias mais afetadas pelos incêndios.

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