“Incompreensíveis, alarmantes e absurdas”. Eis como a classe política da Madeira reagiu às novas medidas de combate à pandemia (com áudio)

As medidas, que num cenário inicial entrariam em vigor logo a partir das 00h00 de sábado, vão entrar em vigor afinal a partir do próximo sábado, 27 de novembro.

A classe política da Madeira já reagiu às novas medidas de combate à pandemia da Covid-19 anunciadas na passada quinta-feira, 18 de novembro, pelo Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque. As medidas, que num cenário inicial entrariam em vigor logo a partir das 00h00 de sábado, vão entrar em vigor afinal a partir do próximo sábado, 27 de novembro.

“Incompreensíveis”, “alarmantes” e “absurdas” é como alguns políticos reagem às novas medidas que passam a obrigar a apresentação de certificado de vacinação e de teste antigénio negativo para aceder a restaurantes, bares, locais e eventos de desporto, discotecas, hotéis, cabeleireiros, cinema e outras atividades sociais semelhantes.

A exceção e que permite que seja apenas apresentado certificado de vacinação ou teste antigénio negativo é no acesso aos supermercados e mercearias, grandes superfícies, farmácias, clínicas, consultórios médicos, consultórios médicos dentários, veterinários, serviços de apoio social, CTT, serviços de atendimento ao público, igrejas e outros locais de culto, postos de abastecimento, bem como para os transportes públicos.

O deputado do Juntos pelo Povo (JPP) Paulo Alves considerou que as medidas são “impraticáveis” e demonstrativas da “falta de abertura democrática, de sensibilidade e de comunicação interna do Governo Regional”.

Para o líder parlamentar da bancada socialista, Rui Caetano, o anúncio das novas medidas “revela uma incoerência discursiva de Miguel Albuquerque” que ora diz que a situação pandémica na Região está controlada, para depois tomar “medidas tão restritivas”.

“Algo não bate certo”, destaca, frisando que é necessário esclarecer como é que todo este processo vai ser operacionalizado.

Já o PAN acusa o Executivo regional de criar “alarmismo social” com as novas medidas, que considera serem “incompreensíveis”.

A Iniciativa Liberal criticou o Governo Regional de “alimentar o pânico e a pandemia do medo”, frisando que o Presidente do Governo “vociferou regras absurdas”.

“O que é dito num dia, numa conferência de imprensa, é desdito no dia seguinte pela resolução publicada no JORAM, que fala em recomendações e não em obrigações, e foi confirmado, de viva voz, pelo Diretor Regional de Saúde na RTP/Madeira”, refere o partido.

Por outro lado, o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, pediu para que os madeirenses cumprissem as medidas determinadas para evitar males maiores.

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, pediu para que os cidadãos não desvalorizem a pandemia, e cumpram com as medidas de modo a salvaguardar “a saúde e proteger económica e socialmente o comércio numa altura em que se aproxima o Natal”.

Por fim, o Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, apelou aos cidadãos a adesão à vacinação, aos testes antigénio e a todas as medidas sanitárias recomendadas, “para bem de todos, das suas famílias e da comunidade”.

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