As intempéries sentidas durante o mês de janeiro e fevereiro causaram danos significativos nas infraestruturas do país, nomeadamente na rodovia e na ferrovia. Em entrevista à Antena 1, Miguel Cruz, presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) garantiu que a empresa vai cumprir o prazo do PRR, contudo pode haver atrasos devido às tempestades.
“Vamos garantir que isso não acontece”, garantiu o presidente da IP. “Temos metas para cumprir em junho e vamos cumprir”, salienta.
“Este período de intempéries teve um impacto nos nossos investimentos, com muitos destes trabalhos a terem de parar durante as tempestades”, referiu, “isto tem impacto em termos de prazo dos próprios investimentos. O que faremos é tentar criar as condições para recuperar ao máximo o tempo perdido por estas intempéries”.
No total ainda estão 30 estradas cortadas e duas linhas de ferrovia com problemas, numa estimativa de 400 milhões de euros para o seu arranjo, sendo que este valor pode aumentar, contudo Miguel Cruz salienta que “não há nenhuma informação que nos indique que vamos precisar de mais”.
“Os impactos em prazo já aconteceram”, afirmou, “temos obras do PRR no sul do país que ficaram completamente alagados, e isso significou que durante o período das intempéries não houve intervenção”.
O presidente da IP refere que a empresa vai fazer 1300 inspeções extraordinárias em pontes, viadutos e túneis.
Questionado sobre a linha do Oeste, defende que não houve contradições de prazos com o ministro Miguel Pinto Luz, “a linha do Oeste vai estar no mínimo nove meses parada para toda a sua reconstrução”, referiu. Já a linha da Beira Baixa continua com a previsão de reabertura em seis meses.
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