A Infraestruturas de Portugal (IP) fechou o primeiro semestre com um resultado líquido de 78,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 11% face aos 70,7 milhões de euros registados no período homólogo.
O EBITDA e o Resultado Operacional mantêm-se positivos, ascendendo aos 267,6 milhões e 159,2 milhões de euros, respetivamente, o que compara com 277,5 milhões e 159,1 milhões registados em período homólogo de 2024.
O Grupo IP diz que os rendimentos operacionais atingiram 710,3 milhões, ou seja, 3,8 milhões de euros acima do montante verificado no primeiro semestre de 2024, principalmente impulsionados pelo aumento de rendimento com Contratos de Construção (+28 milhões de euros), Indemnizações Compensatórias
(+11 milhões), Tarifa Ferroviária (+3 milhões) e CSR (+3 milhões de euros) compensadas pela redução do rendimento com Portagens (-42 milhões).
Por sua vez, os gastos operacionais fixaram-se em 551 milhões de euros representando um aumento
de 3,6 milhões quando comparado com o primeiro semestre de 2024.
O Grupo IP destaca o aumento do nível de intervenções na infraestrutura rodoferroviária sob gestão da IP, com um aumento de gastos com conservação rodoferroviária (+11,1 milhões), a que acresce a subida dos gastos com pessoal (+4,2 milhões), aumentos esses que foram parcialmente compensados por uma redução dos gastos com amortizações (-10 milhões de euros) e outros fornecimentos e serviços externos (-3,5 milhões).
Relativamente ao resultado financeiro, a melhoria de 5,3 milhões ficou a dever-se à redução componente dos juros afetos às subconcessões, fruto da redução do passivo associado.
A empresa pública diz ainda que no primeiro semestre de 2025, manteve uma trajetória de forte investimento em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, com um investimento realizado na rede ferroviária de 182 milhões de euros, cerca de 37,5 milhões abaixo do valor registado no 1.º semestre de 2024, refletindo a conclusão da generalidade dos projetos do Ferrovia 2020.
O investimento na rede rodoviária ascendeu a 67,3 milhões, dos quais 53,5 milhões em investimentos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência
(PRR), mais 27,9 milhões do que em igual período do ano passado.
A Infraestruturas de Portugal reporta ainda que o grupo tinha, final do 1.º semestre de 2025, uma dívida financeira de 3.261 milhões, mantendo- se a tendência de redução. A redução da dívida no montante de 22 milhões resultou das amortizações de capital previstas nos planos de reembolso dos empréstimos contraídos junto do BEI.
A empresa responsável pela gestão da infraestrutura rodoviária e ferroviária nacional destaca por fim, a manutenção da política de financiamento prosseguida pelo acionista
assente na capitalização da IP (empresa-mãe do Grupo) através de operações de aumento de capital as quais, no primeiro semestre de 2025, ascenderam a 699,8 milhões de euros.
Estas operações de aumento do capital visaram a cobertura das necessidades de financiamento resultantes os encargos com PPP rodoviárias, investimentos ferroviários e serviço da dívida.
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