Já se vota em Portugal. António Costa diz que não o fazer “é deixar que outros decidam o nosso futuro”

O primeiro-ministro apelou aos portugueses, através do Twitter, para que vão às urnas: “votar é um direito fundamental e um exercício de cidadania”. As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08h00 de hoje e encerram às 19h00.

António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro apelou esta domingo aos portugueses  para que vão às urnas. Na rede social Twitter, António Costa escreveu: “votar é um direito fundamental e um exercício de cidadania. Não o fazer é deixar que outros decidam o nosso futuro. Para garantir as regras sanitárias estão abertas mais de 12 mil secções de voto e foram adquiridos milhares de equipamentos, num planeamento sem precedentes”.

O primeiro-ministro aproveitou para lembrar que há quatro medidas essenciais para o voto em segurança: utilizar máscara; manter a distância de segurança; desinfetar as mãos; utilizar caneta própria. A sua participação é essencial para reforçar a nossa democracia.

As mesas de voto abriram às 08h00 e encerram às 19h00. Este ano, há mais mesas de voto –  12.287 secções, no total –, tendo alguns locais sido mudados para espaços maiores para garantir a segurança devido à pandemia de Covid-19.

Com o país em confinamento geral devido à pandemia de Covid-19, a máscara é obrigatória, sendo aconselhado aos eleitores que levem caneta razões sanitárias e de higiene.  O presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Soreto de Barros, assegurou, este sábado, que votar  “é seguro. Algumas câmaras municipais testaram todos os elementos que estão nas mesas de voto.

Os cadernos eleitorais registavam à data de 31 de dezembro último, 10.865.010 eleitores, dos quais cerca de 133 mil votaram antecipadamente no domingo passado e 13 mil inscreveram-se no regime extraordinário de recolha de votos que decorreu esta semana. Hás, além disso, 1,5 milhões de recenseados no estrangeiro que começaram a votar no sábado.

Numa altura em que o país regista um número recorde de infeções e tratando-se de uma reeleição, a abstenção é o grande adversário nestas eleições, temendo-se que possam atingir números entre os 60% e os 70%.

Concorrem às eleições sete candidatos, embora o boletim inclua oito nomes. Eduardo Baptista, cujo nome não foi aceite pelo Tribunal Constitucional, não conta, pelo que os votos, se os tiver, serão considerados nulos. Esta é a ordem porque aparecem no boletim eleitoral os sete candidatos a Presidente da República: Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo PSD e CDS/PP, Tiago Mayan Gonçalves, Iniciativa Liberal, André Ventura, Chega, Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira, pelo PCP e PEV e a militante do PS Ana Gomes, apoiada pelo PAN e Livre.

O candidato que obtiver mais de 50% dos votos será eleito chefe de Estado, já este domingo, mas caso contrário haverá uma segunda volta, a 14 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Esta é a 10.ª vez que os portugueses escolhem o Presidente da República em democracia. Desde 1976, foram Presidentes: António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e Cavaco Silva (2006-2016). O atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, foi eleito eleito em 2016 e recandidata-se ao cargo.

Um primeiro protesto foi registado numa mesa de Morgade, Montalegre, bloqueada com cadeados e contentores contra exploração da mina de lítio.

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