Jerónimo de Sousa critica partidos que chumbaram propostas do PCP sobre enriquecimento injustificado

“Os que em geral se têm oposto [às propostas do PCP] aparecem hoje com um discurso hipócrita de falsa indignação a anunciar que o regime está doente”, considerou Jerónimo de Sousa quando falava sobre corrupção.

António Pedro Santos/Lusa

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, criticou os partidos com representação na Assembleia da República que chumbaram as propostas comunistas sobre enriquecimento injustificado.

“Os que em geral se têm oposto [às propostas do PCP] aparecem hoje com um discurso hipócrita de falsa indignação a anunciar que o regime está doente”, apontou Jerónimo de Sousa quando falava sobre corrupção e as medidas comunistas sobre enriquecimento injustificado e combate às offshores. As declarações, que se referiam a partidos como PS, PSD e CDS-PP, foram proferidas numa cerimónia que celebrava o 25 de abril em Grândola.

“Muitos dos problemas de corrupção que indignam o nosso povo e que se expressam também à volta do caso judicial como o processo Marquês têm no processo de restauração capitalista, monopolista e privatizadora as suas verdadeiras causas”, assegurou o líder do PCP.

Sobre os apoios às grandes empresas, o comunista falou na “pobreza e o universo dos mais de 2 milhões de pobres, que se alarga neste último ano da Covid-19” em comparação com “os acionistas e famílias do conjunto de empresas receberam 7,4 mil milhões de euros de dividendos, mais 332 milhões do que em 2019”. “Cerca de 85% dos lucros e depois são esses mesmos que aparecem através das suas grandes confederações a reivindicar a prioridade do sucesso dos milhões das chamada bazuca”, destacou Jerónimo de Sousa.

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