Jornal Económico em papel aumenta número de leitores para 167 mil

Os valores registados pela edição semanal impressa do Jornal Económico traduzem uma audiência média de 1,9% e foram apurados na primeira vaga de 2017 do Bareme Imprensa. O “Correio da Manhã” está em quebra, mas continua a liderar o mercado, com uma audiência de 11,8.

A audiência média do Jornal Económico subiu para 167 mil leitores, em termos absolutos, no início do corrente ano, segundo os últimos dados do Bareme Imprensa, da Marktest, num quadro em que a maioria das publicações de expansão nacional registou uma quebra.

Os valores registados pela edição semanal impressa do Jornal Económico traduzem uma audiência de 1,9%, foram apurados na primeira vaga de 2017 – realizada entre março e maio – e comparam com os 166 mil registados na segunda vaga do ano passado – realizada entre setembro e novembro. Por sua vez, o diário “Jornal de Negócios”, do grupo Cofina, que lidera o segmento dos económicos, registou uma audiência de 2,2%, ou 193 mil leitores.

Em termos globais, o jornal Correio da Manhã lidera as audiências, com um registo de 11,8%, seguido pelo Jornal de Notícias, com 9,4%. Os dois maiores diários generalistas registaram, no entanto, quebras de audiência, este ano face à segunda vaga de 2016. O jornal do grupo Cofina registou uma descida de 1,6 pontos percentuais, enquanto o diário da Global Media perdeu 1,2 pontos percentuais.

O Correio da Manhã é, assim, o único órgão de comunicação social impresso com uma audiência superior a 10%. Em termos absolutos, esta audiência representa 1 milhão de leitores.

No documento em que invoca os motivos para a reestruturação que está a fazer e que compreende o despedimento coletivo de 65 pessoas, a Cofina refere que as receitas de circulação caíram 12%, no primeiro trimestre de 2017, para 11,1 milhões de euros.

Em termos de audiência, tendência inversa registaram os jornais Público e Diário de Notícias, com subidas, de 0,1 pontos percentuais, para 5%, no primeiro caso, e de 0,2 pontos percentuais, para 3,9%, no segundo.

Mas, no caso do jornal do grupo Sonae, se olharmos em termos homólogos, verificamos uma quebra de 0,1 pontos percentuais, ao contrário do diário da Global Media, que subiu 0,1 pontos percentuais em relação à primeira vaga de 2016.

Entre os semanários generalistas, regista-se uma quebra de 0,1 pontos percentuais no Expresso, para 5,7%, e a manutenção do Sol com 1,3% de audiência.

Entre as revistas de informação geral, destaca-se a quebra de 0,6 pontos percentuais da Visão, do grupo Impresa, para 4,7%, enquanto a sua concorrente direta, a revista Sábado, do grupo Cofina, subiu 0,1 pontos percentuais, para 3%.

Os dados relativos ao mercado das publicações de economia mostram que o Jornal Económico lidera na região do Grande Porto e, também, tem a preferência dos elementos do sexo feminino.

O Bareme Imprensa, da Marktest, é um estudo regular onde se analisam as audiências de imprensa em Portugal Continental. São realizadas duas vagas por ano, com 5.040 entrevistas cada.

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