Kinda Home prevê abrir cinco lojas em Portugal

“A entrada em Portugal fez sentido porque é um mercado em que o conceito encontraria boa adesão”, refere o CEO da Kinda Home, João Vicente.

A entrada da marca Kinda Home em Portugal é o concretizar de uma estratégia há muito delineada, mas que a crise económica no país fez atrasar. Cinco anos depois de abrir em Angola, o grupo Nuvi inaugurou esta terça-feira, na cidade portuguesa do Porto, a primeira loja da marca de mobiliário e decoração, para a qual canalizou 20 milhões EUR. Mas a expansão da marca em território luso não vai ficar por aqui, já que está previsto um total de cinco lojas neste mercado.

Em declarações ao “Mercado”, o CEO da Kinda Home, João Vicente, revelou que “a entrada em Portugal fez sentido porque é um mercado em que o conceito encontraria boa adesão. Há uma escassa oferta diversificada de mobiliário de decoração e de uma marca que seja acessível a todas as carteiras”. O gestor acredita que a Kinda Home vai preencher esta lacuna.

Depois da cidade nortenha de Portugal, a expansão do Kinda Home já está no terreno. João Vicente salientou que a segunda loja em Alfragide, Lisboa, “já está em construção, sendo que irá receber um investimento de cerca de 25 milhões de euros”. Nesta fase, ao todo são cerca de 45 milhões EUR canalizados para Portugal. Quanto a futuras localizações, o CEO da marca garante que está a “olhar para o país todo. Há espaço para mais lojas, sendo que estamos a olhar para as cidades relevantes do ponto de vista da dimensão”.

E não afasta a hipótese de reforçar a presença tanto em Lisboa como no Porto. Para este projecto, o grupo Nuvi, que detém entre outros negócios a Refriango, contou com o Banco Atlântico Europa como parceiro financeiro. Em entrevista ao jornal, o administrador do Banco Atlântico Europa, José Carlos Burity, explicou os termos dessa parceria: “O projecto do grupo Wayfield é uma aposta do Banco Atlântico Europa naquilo que consideramos o processo de internacionalização do que é o conteúdo angolano para o exterior e vice-versa”.“Neste projecto em particular, associámo-nos com uma participação de um financiamento para o cash flow operacional de cerca de 10% do investimento”.

O investimento total é de 20 milhões e “nós aportamos mais dois milhões de euros para o cash flow operacional, em suma para a stockagem da mercadoria que está nas lojas”. José Carlos Burity realçou que “acreditamos na marca e no trabalho que tem sido desenvolvido pelo grupo”.

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