A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025, que confirmam a resiliência e a importância do financiamento especializado para a economia portuguesa, com desempenhos positivos no Factoring e no Renting, estabilidade no Leasing Mobiliário e um ajustamento moderado no Leasing Imobiliário.
No que se refere ao Factoring parece ter-se reafirmado como um pilar essencial para a liquidez das empresas, ao registar um crescimento homólogo de 14,3%. No acumulado até setembro de 2025, os créditos tomados totalizaram 36,97 mil milhões de euros. Esta dinâmica reflete a necessidade das empresas de converterem faturas em liquidez imediata.
O setor público representa 16% deste mercado, com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) a ser o principal devedor, totalizando 4,8 mil milhões de euros em créditos tomados.
A solução confirming, de pagamento a fornecedores, já representa 46% da atividade total do setor.
No que toca ao Renting, a frota sob gestão ultrapassou a marca histórica das 141 mil viaturas, o que traduz um aumento de 3,6% face ao ano anterior. O investimento associado atingiu os 829,48 milhões de euros.
O destaque vai para a transição energética uma vez que 48% das novas aquisições são veículos de emissões reduzidas (híbridos e elétricos). Especificamente, as viaturas 100% elétricas (BEVs) já representam quase um quarto das novas frotas empresariais, consolidando o papel do Renting na descarbonização.
No universo do Leasing, o destaque vai inteiramente para o investimento produtivo. O Leasing de máquinas e equipamento industrial disparou 29,4%, atingindo os 142,4 milhões de euros, sinalizando que as empresas portuguesas estão a investir na modernização da sua capacidade de produção.
Aqui, o Leasing Mobiliário manteve-se estável com uma produção total de 1,68 mil milhões de euros e o Leasing Imobiliário registou um ajuste moderado de -12,3%, com o foco a manter-se em imóveis comerciais e habitacionais.
Em sentido inverso, o Leasing Imobiliário atravessa uma fase de ajustamento, com uma quebra de 12,3% na produção acumulada. Ainda assim, os imóveis comerciais e habitacionais continuam a concentrar 75% do investimento nesta área.
Segundo Luís Augusto, Presidente da ALF, estes resultados confirmam o papel vital destes instrumentos no apoio direto ao investimento nacional e na modernização do tecido empresarial português.
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