Lisboa é a cidade europeia mais procurada pelos turistas

As vendas de voos na União Europeia caíram 94% em maio. O mercado registou uma ligeira melhoria na primeira quinzena de junho, com o destino a liderar as vendas de voos.

Lisboa | Twitter

Lisboa é a cidade europeia que regista a maior procura por turistas, com mais reservas de voos. Segue-se Paris, Amesterdão, Atenas, Roma, Madrid, Frankfurt, Viena, Barcelona e Londres.

Os dados constam de um relatório do World Travel and Tourism Council (WTCC) e da consultora ForwardKeys, e referem-se aos bilhetes vendidos entre 1 e 14 de junho face a período homólogo. Apenas foram considerados os bilhetes que previam que os viajantes pernoitassem entre uma a 21 noites nos destinos.

O cenário era diferente há um ano, com Londres a liderar o ranking, e Lisboa a surgir na nona posição.

Segundo o estudo, a venda de bilhetes para voos na União Europeia caiu 84% na primeira metade de um junho, registando uma ligeira melhoria, depois da queda de 94% registada durante o mês de maio.

O relatório aponta que as vendas de voos para o Reino Unido caíram 96% na primeira metade de junho, depois de afundarem 97% em maio.

A WTCC é uma organização sediada em Londres que representa o setor privado global de viagens e turismo.

O relatório elogia o esforço feito por Portugal nas medidas tomadas para o setor do turismo. “Portugal foi um dos primeiros países a estabelecer regras de higiene e protocolos de segurança para receber turistas e tem uma das principais taxas de testagem para controlar a transmissão” do vírus”, segundo o comunicado.

“O sucesso de Portugal em atrair visitantes segue-se às medidas de segurança e sanitárias implementadas pelo Governo. Estas são, em linha com o nosso protocolo global, desenhadas para a retoma deste setor importante e assegurar a segurança nas viagens”, segundo a presidente da WTCC, Gloria Guevara, apontando que o destino já mereceu o selo da WTCC que premeia os destinos mais seguros.

A WTCC também espera que o Governo britânico anuncie brevemente o levantamento de restrições de viagens para diversos países, incluindo Portugal. A organização aponta que as regras de quarentena impostas pelo Governo britânico levaram Londres a afundar no ranking.

“Esperamos impacientemente o anúncio do Governo britânico de que vai finalmente permitir aos viajantes para fazer planos para o verão e visitar destinos em toda a Europa e permitir ao setor do turismo e viagem do Reino Unido dar o pontapé de saíde para a sua recuperação”, assinalou a líder da WTCC.

“Sob pressão do setor de viagens, o Governo britânico parece que vai finalmente anunciar corredores de viagens para destinos populares europeus como França, Alemanha, Grécia, Turquia e Itália. Isto iria permitir às companhias aéreas abrirem voos para os britânicos que queiram ir para o estrangeiro durante o verão”, pode-se ler no comunicado.

Na imprensa britânica tem saído notícias contraditórias sobre o assunto, e o Governo já anunciou que vai anunciar a lista de países no final desta semana.

Na semana passada, o Telegraph avançou que Portugal iria ficar de fora dos países para os quais os britânicos podem viajar sem restrições, mas o grupo de pressão Quash Quarantine  já veio a público dizer que Portugal vai ser incluído na lista.

“Apesar de Portugal ter tido um ponto de interrogação devido aos recentes casos, vai constar da lista”, disse a 25 de junho ao The Sun Paul Charles, responsável deste grupo que inclui 500 empresas do setor do turismo no Reino Unido e que está a pressionar o Governo de Boris Johnson a levantar restrições nas viagens aéreas para o estrangeiro.

O Governo português veio ontem a público dizer que “não faz sentido” Portugal ser discriminado face a outros países.

“Não tem sentido ser discriminado relativamente a outros destinos dentro da Europa que tem níveis da incidência que já são maiores. É um argumento que continuamos a fazer e que esperamos que seja importante”, disse na segunda-feira o ministro da Economia.

“Felizmente estamos a ter  relativamente a outros países e outros mercados importantes, como o mercado alemão, um outro tipo de abordagem e de aproximação a este problema”, afirmou Pedro Siza Vieira.

Ministro da Economia diz que”não faz sentido” Portugal ser discriminado pelo Reino Unido nas viagens

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