Maior queda de sempre. Crude WTI afunda 93% para novo mínimo nos 1,02 dólares

“A cavalaria, os cortes da OPEP+, não vai chegar a tempo de salvar este mercado do petróleo”, afirmou Phil Flynn, senior market analyst na Price Futures Group em Chicago, citado pela Reuters. “Ninguém quer ou precisa de petróleo agora”.

O preço do barril de Crude West Texas Intermediate (WTI) afunda esta segunda-feira 93,27%, para 1,02 dólares, um novo mínimo histórico. Por trás do maior tombo de sempre está uma cadeia de factores que estão a exacerbar o nervosismo num mercado que já está há semanas em estado de pânico.

A negociação dos contratos dos futuros para entrega em maio termina esta terça-feira, e num mercado em que não há nem compradores, nem lugar suficiente para armazenar o excesso de oferta, o traders estão a dispostos a vender os contratos que têm nas mãos, para não ficarem a segurar a ‘batata quente’.

A pandemia da Covid-19 tem levado a quedas a pique nos preços do petróleo, com as medidas de lockdown para combater o vírus a reduzirem a procura.  Devido ao excesso de oferta, o Departamento de Energia dos EUA explicou que o espaço de armazenamento no hub de Cushing, no Oklahoma, onde a entrega física dos barris tem lugar, está a escassear de forma rápida.

Uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia exacerbou as quedas dos preço, e mesmo um acordo entre os dois países e outros aliados na OPEP+ sobre um corte recorde de 9,7 milhões de barris por dia não tem sido suficiente para sustentar os preços.

O barril de petróleo Brent, referência para a Europa, cai 4,88% para 26,71 dólare.

“A cavalaria, os cortes da OPEP+, não vai chegar a tempo de salvar este mercado do petróleo”, afirmou Phil Flynn, senior market analyst na Price Futures Group em Chicago, citado pela Reuters. “Ninguém quer ou precisa de petróleo agora”.

 

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