Mais de 90% dos consumidores já comprou online, revela estudo

O Portal da Queixa revela que a grande maioria dos portugueses já adquiriu algum produto ou serviço pela internet. Mas o aumento das compras online tem o reverso da medalha: um aumento significativo do número de reclamações. Em apenas seis meses , foram registadas 4 mil reclamações pela a maior rede social de consumidores em Portugal.

Mais de 90% dos portugueses já adquiriu algum produto ou serviço pela internet. Associada a esta prática, surge um aumento significativo do número de reclamações associadas ao comércio online, revela um estudo do Portal da Queixa , a maior rede social de consumidores em Portugal. Em média, chegam ao Portal da Queixa mais de 20 reclamações por dia. Em seis meses, chegaram quase 4 mil reclamações.

Este Portal destaca que o comércio online tem ganho, cada vez mais, adeptos por todo o mundo e os portugueses não foram exceção. “Após um estudo realizado pelo Portal da Queixa, em parceria com a Netquest, foi possível concluir que 92% dos entrevistados já adquiriu algum produto ou serviço online, sendo que a faixa etária superior aos 59 anos é a que menos compra através da Internet, em comparação com os restantes grupos”, conclui.

O estudo de âmbito nacional, efetuado entre 14 e 28 de junho de 2018, obteve um total de 5.300 respostas (59% do sexo masculino e 41% do sexo feminino) e teve a duração média de 5.4 minutos.

 

Compras online: sim ou não?

A maioria dos consumidores inquiridos (92%) opta, cada vez mais, por comprar online. No entanto, segundo o Portal da Queixa, 8% dos entrevistados revelou ter alguma reticência perante esta nova prática comercial.

“Os inquiridos que ainda não compraram online, referem como principais motivos a falta de confiança em realizar pagamentos através da internet, o facto de não encontrarem a oportunidade ideal e a falta de confiança na entrega do produto”, explica o Portal da Queixa.

O estudo permitiu ainda concluir que quase metade dos inquiridos (44%) realiza compras online entre 2 a 6 vezes por ano. Quanto menor a idade, maior é a frequência de compras online.

 

Equipamentos electrónicos, acessórios de moda  e viagens lideram compras online

O estudo realizado pelo Portal da Queixa revela que são vários os tipos de produtos e serviços adquiridos pelos consumidores portuguesas via internet: equipamentos eletrónicos e eletrodomésticos, acessórios de moda e beleza, estadias em hotéis e apartamentos e viagens lideram os mais comprados.

Segundo o Portal da Queixa, os consumidores com menos de 40 anos são os que optam por comprar produtos e serviços mais diferenciados como viagens de avião, comboio e camioneta; bilhetes de cinema, concertos, eventos desportivos e espetáculos; livros escolares e de leitura; mobiliário e decoração, entre outros.

Já os homens preferem a compra de equipamentos eletrónicos, jogos online e apostas, seguros e aluguer de veículos, e, por sua vez, as mulheres compram mais acessórios de moda e beleza, livros, artigos em hipermercados, decoração e artigos relacionados com puericultura.

“Apesar de o estudo ter sido realizado a nível nacional, os consumidores de Lisboa são os que mais tipos de compra mencionam, destacando-se viagens, entradas para cinema e espetáculos, seguros, compras em supermercados e aluguer de veículos”, conclui o Portal da Queixa.

 

Referência bancária e cartão de crédito são as formas de pagamento online mais utilizadas

Para o Portal da Queixa, o método de pagamento no comércio online parece não ser um problema para os consumidores portugueses. A referência bancária e o cartão de crédito são os métodos mais utilizados, ficando em segundo lugar a transferência bancária e o Paypal.

Segundo o estudo, os homens são o grupo que paga mais com cartão de crédito, Paypal e MB Way enquanto que as mulheres tendem a preferir a referência bancária.

O Portal da Queixa sublinha ainda que “há uma relação entre os inquiridos que consultam sempre através de Internet e o uso de Paypal e MB Way”.

 

Comprar em sites nacionais ou internacionais?

De acordo com o estudo, a maioria dos entrevistados (6 em 10) não tem preferências geográficas na hora de comprar online. Os restantes inquiridos inclinam-se para sites nacionais, sobretudo mulheres com mais de 59 anos.

“A confiança nos sites é o argumento principal dos entrevistados que preferem sites nacionais, enquanto que o custo de entrega mais baixo é o motivo principal de preferência por sites estrangeiros”, avança o Portal da Queixa.

O estudo conclui que os consumidores portugueses “aparentam estar satisfeitos” com as suas compras online. Numa escala de 0 a 10, apresentam uma média de 7.6 no que diz respeito ao atendimento e à qualidade do serviço prestado nas suas compras online.

Os indivíduos com menos de 40 anos, as mulheres, os que costumam procurar informação na internet e os heavy e medium buyers (consumidores de alta ou média frequência/volume) são os que melhor avaliam o serviço prestado pelos sites de compras online.

 

Aumento das compras online leva a mais reclamações

O Portal da Queixa destaca ainda que “ao mesmo tempo que os portugueses aderem, cada vez mais, às compras online, surge também um aumento significativo do número de reclamações associadas a esta prática”. Em seis meses, chegaram ao Portal da Queixa mais de 3.900 reclamações dirigidas ao comércio online, o que equivale a cerca de 22 reclamações por dia.

Para esta esta rede social de consumidores, este é um número que tende a aumentar, até ao final do ano, devido ao aumento do número de queixas relacionadas com a entrega de encomendas de comércio online proveniente do estrangeiro, como foi o caso da empresa chinesa Yanwen.

“Como anteriormente noticiado pelo Portal da Queixa, o método de envio Yanwen Air Mail, fornecido por uma empresa chinesa, gerou várias reclamações contra os CTT, uma vez que o produto encomendado chegava a Portugal, mas depois não era distribuído pelos CTT”, le4mbra o Portal da Queixa, dando conta que estes problemas de logística levaram a “uma onda de indignação” por parte dos consumidores que invadiram os CTT com diversas reclamações, chegando mesmo a acusar os funcionários de ficarem com produtos que não lhes pertencia.

O Portal da Queixa refere ainda um outro inquérito realizado, em março de 2018, que conclui que os consumidores tendem, cada vez mais, a reclamar online.

Quando questionados sobre o facto de fazer ou não sentido reclamar online, 97% dos entrevistados afirmou fazer sentido reclamar. Os inquiridos com menos de 40 anos consideraram que fazer uma reclamação pode ajudar as marcas a melhorar o seu serviço, enquanto que, os restantes apontaram como principal explicação, o facto de ser um direito e um dever.

Em relação à opinião dos consumidores sobre o Portal da Queixa, 8 dos 10 entrevistados, considerou que é uma rede social que ajuda a gerir as reclamações feitas. Apenas 1 em cada 10 considera que não oferece ajuda necessária. Quanto mais jovem for o consumidor, melhor a opinião sobre o Portal da Queixa.

Ler mais
Recomendadas

easyJet estabelece acordo de ‘code share’ com Cathay Pacific

Com o acordo hoje, dia 21 de janeiro, anunciado, a partir das próximas semanas, os clientes da easyJet poderão voar para Hong Kong a partir do aeroporto de Gatwick (Londres).

Governo já sabia de irregularidades na CGD? Se sim, “é grave”, aponta Rui Rio

“Eu não quero acreditar que, no quadro de todos aqueles valores que ali estão, possa ter sido tudo concedido, todo aquele crédito possa ter sido concedido de uma forma clara e limpa, que não mereça uma investigação”, disse Rui Rio aos jornalistas, na sede nacional do partido, em Lisboa.

Custa 336 euros e garante alimentação para um mês. Esta é a ‘Brexit box’

Concebido e comercializado pela empresa Emergency Food Storage, o pacote inclui 60 receitas que podem ser consumidas nos próximos 25 anos
Comentários