Mais de um quarto da população em risco de pobreza (25,9%) encontrava-se em sobrecarga das despesas em habitação em 2024, de acordo com os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira, 10 de julho.
“Registou-se um agravamento nas condições financeiras associadas à habitação em relação a 2023, quer em termos da carga mediana das despesas em habitação, que aumentou para 12,0%, quer no que respeita à taxa de sobrecarga das despesas em habitação, que subiu para 6,9%”, justifica o INE.
Os indicadores assinalam, por outro lado, uma melhoria das condições físicas de habitação em 2024, com a taxa de sobrelotação da habitação a diminuir para 11,2% e a taxa de privação severa das condições de habitação a diminuir para 4,9%.
As Regiões Autónomas apresentavam condições habitacionais físicas mais desfavoráveis enquanto as regiões do Centro e do Oeste e Vale do Tejo eram as regiões com melhor desempenho.
Os dados do INE relativos a 2024 confirmam que as condições habitacionais, sobretudo físicas, mas também
financeiras, dos agregados familiares com crianças dependentes são mais desfavoráveis do que as verificadas
para as restantes famílias.
Segundo o INE, em 2024, uns 15,7% da população vivia em agregados sem capacidade financeira para manter o alojamento adequadamente aquecido, o que corresponde a uma proporção menor do que a observada em 2023 (20,8%). A média da União Europeia-27 era de 9,2%.
“Em Portugal, a percentagem da população em risco de pobreza sem capacidade financeira para manter a casa
adequadamente aquecida (30,9%) representava sensivelmente o dobro da população em geral (15,7%). A
incapacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida afetava mais de um quinto dos idosos
(22%)”, salienta o INE.
A situação piora ainda se aos que se encontravam em situação térmica precária por motivos financeiros se juntarem os 20,4% que dizem viver numa situação em que o alojamento não é suficientemente quente no inverno por outros motivos.
Adicionalmente, 29,9% da população vive em alojamentos que não são adequadamente frescos no verão.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com