Nunca um tão elevado número de estrelas tinha sido atribuído numa edição portuguesa da Gala do Guia Michelin. Esta terça-feira, na cidade do Porto, oito novas estrelas fizeram subir para 54 o número de restaurantes detentores de uma distinção que, para muitos, é a pedra-de-toque da qualidade gastronómica.
“Portugal está numa linha de crescimento, e, pouco a pouco, a tornar-se num destino gastronómico de referência para os amantes da alta cozinha de todo o mundo”, comentou Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia Michelin, naquela que foi a segunda edição da Gala do Guia Michelin exclusiva para restaurantes portugueses.
A lista de restaurantes distinguidos é composta pelo Arkhe, em Lisboa, do Chefe João Ricardo Alves, o Grenache, do Chef Philippe Gelfi, o Marlene, da Chefe Marlene Vieira, e Yoso, do Chefe Habner Gomes, todos na capital portuguesa. A norte, receberam as respetivas estrelas o Blind, no Porto, dos Chefes Rita Magro e Vítor Matos, o Oculto, em Vila do Conde, de Hugo Rocha e Vítor Matos), o Palatial, em Braga, do Chefe Rui Filipe, e o Vinha, em Vila Nova de Gaia, dos Chefes Jonathan Seiller e Henrique Sá Pessoa. Distinções que fizeram das ‘chefs’ Marlene Vieira e Rita Magro as primeiras mulheres a receberem esta distinção na segunda edição da gala exclusivamente nacional.
“O compromisso dos chefs com o território é absoluto, revelando, no Norte, um maior apego ao receituário tradicional do que no Sul, onde podemos falar de um maravilhoso encontro entre os sabores lusitanos regionais e os de gosto mais internacional. Por outro lado, a sustentabilidade continua a ganhar terreno, não só no sentido local, mas também em termos de excelência, aquela que procura sempre descobrir para o comensal viajante as melhores matérias-primas das diferentes regiões do país”, afirmou Poullennec.
No início da cerimónia, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, destacou a importância da gastronomia portuguesa como um elemento central na promoção do turismo no país.
Por sua vez, o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, elegeu a gastronomia como pilar para o crescimento e a diversificação do turismo no país.
“Se conseguimos, em 2024, atingir números recorde de visitantes, isso deve-se em grande parte à riqueza da nossa gastronomia”, disse o mesmo responsável.
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