Maria de Belém é a conselheira da nova Fundação Altice Portugal

A antiga ministra da saúde e ex-candidata às eleições presidenciais de 2016, Maria de Belém, torna-se assim na primeira conselheira da Fundação Altice Portugal e reportará diretamente ao CEO da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, que também preside à instituição social da empresa de telecomunicações.

Maria de Belém vai ser a nova conselheira da Fundação Altice Portugal. O anúncio foi esta tarde feito pelo CEO da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, no dia em que a instituição fez dezasseis anos.

A Fundação Altice Portugal substitui assim a antiga Fundação PT, uma substituição motivada pelo reajuste estratégico da empresa em acompanhar as tendências atuais do mercado e da sociedade.

A antiga ministra da saúde e ex-candidata às eleições presidenciais de 2016, Maria de Belém, torna-se assim na primeira conselheira da Fundação Altice Portugal e reportará diretamente ao CEO da Altice Portugal, que também preside à instituição social da empresa de telecomunicações.

Ana Estelita, antiga diretora da comunicação corporativa e gestão de marca da PT Portugal, assume a direção da Fundação, substituindo no cargo Graça Rebocho.

A escolha para conselheira da Fundação Altice Portugal recaiu em Maria de Belém porque se trata “inquestionavelmente” do tipo de “personalidades, que pela sua experiência de vida, valores, visão e capacidades demonstradas, são fundamentais para empresas como nós”, explicou Alexandre Fonseca, ao Jornal Económico.”Só podemos melhorar quando temos os melhores a trabalhar connosco”, frisou.

O objetivo da Fundação passa por “concretizar o compromisso de responsabilidade social da Altice Portugal”, lê-se na página oficial da internet da instituição social, que foi esta manhã lançado.

“Promove o apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade e a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, de um modo sustentável e responsável nas geografias onde a Altice está presente em Portugal, procurando contribuir para a capacitação de instituições, para a inclusão social da população em risco de exclusão e para a dinamização da cultura e das artes”, segundo a página da instituição.

A Fundação Altice Portugal atua em quatro áreas, que se estendem entre artes e cultura, educação, empreendedorismo e intervenção social e assenta em pilares estratégicos, como o combate à iliteracia digital, segundo o CEO da empresa de telecomunicações.

Neste sentido, a Altice Portugal anunciou logo em setembro de 2015 o projeto de infraestruturação do país, que tem como objetivo de ter 100% do território nacional servido com fibra ótica até 2020, isto é, “chegarmos a 5,3 milhões de lares”, frisou Alexandre Fonseca. “Estamos com [cerca de] de 4,6 milhões de lares servidos, portanto, significa que falta pouco mais de meio milhão de lares”, disse. E adiantou:

“A fibra ótica é um fator fundamental, é um fator de competitividade e de coesão do território. Mas mesmo que tenhamos a infraestruturas, temos de combater a iliteracia digital. As infraestruturas são a base, mas depois é preciso um trabalho junto do processo educativo, das instituições do ensino básico e secundário, junto da formação e requalificação de profissionais mais velhos, é preciso criar programas que tragam as pessoas para o uso da tecnologia. Cerca 25% da população portuguesa não utiliza a internet nem nunca ligou um computador, e enquanto assim for, não podemos falar de plena integração digital e de sociedade de informação”.

Anunciámos um plano de investimento para, até 2020, chegarmos a 5,3 milhões de lares, estamos com 4,6 milhões lares servidos, portanto, significa que falta pouco mais de meio milhão de lares. Em 2020 provavelmente vai ser o primeiro país europeu a ter 100% da população servida por fibra ótica.

O Jornal Económico noticiou, no passado dia 8, que existem fundos de private equity nacionais e internacionais interessados na compra da rede de fibra ótica da Meo, que pertence à Altice Portugal, e estão a preparar-se para entregar as propostas não-vinculativas até ao dia 15 de março.

Fonte próxima do processa disse ao Jornal Económico que a Altice pretende concluir a venda até ao fim de 2019.

À agência Lusa, Alexandre Fonseca disse que “a questão da venda dos ativos de fibra foi um tema que começou em França” e “obviamente que Portugal está a fazer uma análise” sobre o mesmo processo.

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(atualizada às 18h23)

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