Moody’s mantém rating do banco da CEDEAO em ‘lixo’

O BID tem como acionistas os países da CEDEAO, entre os quais estão os lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, para além de outros países da África Ocidental, como a Costa do Marfim, Nigéria ou o Senegal.

A agência de notação financeira Moody’s afirmou esta quarta-feira o rating do Banco de Investimento e Desenvolvimento (BID) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em B2 e manteve a Perspetiva de Evolução em Negativa.

“A afirmação do rating em B2 equilibra a baixa alavancagem, acesso diversificado às fontes de financiamento e melhorias na gestão de risco de liquidez e operacional, contra os persistentes desafios de crédito como um histórico de crédito malparado, ambiente operacional desafiante e muito pouca vontade e capacidade dos acionistas para ajudarem o banco”, diz a Moody’s numa nota divulgada em Londres.

O BID tem como acionistas os países da CEDEAO, entre os quais estão os lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, para além de outros países da África Ocidental, como a Costa do Marfim, Nigéria ou o Senegal.

“A Perspetiva de Evolução negativa reflete o risco de as desvantagens continuarem a existir, incluindo a provável subida da pressão sobre o desempenho dos ativos associados com a crise política no Mali, o seu maior cliente, e o choque da pandemia de covid-19, que coloca condições desafiantes para os clientes do banco”, escrevem os analistas da Moody’s.

Na nota, a Moody’s reconhece que “o BID teve sucesso na obtenção de novas fontes de financiamento”, mas aponta que “as condições de liquidez continuam constrangidas e a capacidade da instituição para implementar e aderir aos novos requisitos de liquidez vai provavelmente ser testada neste ambiente”.

Isto tudo, concluem os analistas, “num contexto em que vários dos maiores acionistas do banco continuam sem pagar a sua contribuição de capital para o banco, o que limita a capacidade de cumprir a expansão definida no plano estratégico”.

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