Mortágua: “É indigno que a administração do Novo Banco atribua bónus a si própria” (com áudio)

A deputada do BE sublinha que este é o segundo ano consecutivo que a administração do Novo Banco atribua a si própria bónus nos seus salários

A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua considerou, esta quinta-feira, “indigno” que a administração do Novo Banco atribua bónus “a si própria” apesar de continuar a apresentar resultados negativos.

“É indigno que a administração do Novo Banco atribua a si própria bónus nos seus salários, pelo segundo ano consecutivo, quando continua a apresentar prejuízos e a pedir ao erário público, através do fundo de resolução, avultadas injeções de capital”, referiu Mariana Mortágua num texto publicado no site do partido.

Em causa está a atribuição de um bónus, referente a 2020, de 1,86 milhões de euros aos membros que compõem esse conselho de administração executivo presidido por António Ramalho.

Para a bloquista atitude da administração liderada por António Ramalho prova duas coisas. Em primeiro lugar, que o contrato de venda “é um contrato ruinoso, que nem impede esta administração, que trabalha ao serviço do acionista, de se autoatribuir bónus, enquanto pede dinheiro aos contribuintes para financiar o Novo Banco” sublinhou Mortágua.

Em segundo lugar, “ao decidir sobre os seus próprios bónus, e esta decisão a ser feita pelo acionista Lone Star, ficamos a saber muito bem quem manda no Novo Banco e a quem obedece a administração”.

“Este bónus não deve ter lugar, não faz sentido e, mais do que isso, acumulam-se as razões para que este ano o Governo impeça qualquer atribuição de fundos ao Novo Banco”, destacou a deputada do BE acrescentando que os bónus “são supérfluos” e “não fazem sentido”.

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