Movimento CDSXXI considera que saída de Mesquita Nunes fragiliza CDS

A corrente de opinião interna aplaude a decisão de Adolfo Mesquita Nunes para “não acumular funções que possam gerar conflitos de interesses”, mas defende que a sua saída vai levar à “inevitável a viragem de um novo ciclo no CDS-PP”.

O Movimento CDSXXI considera que a saída de Adolfo Mesquita Nunes da vice-presidência do CDS-PP enfraquece a “já frágil direção do partido”. A corrente de opinião interna do CDS aplaude a decisão de Adolfo Mesquita Nunes para “não acumular funções que possam gerar conflitos de interesses”, mas defende que a sua saída vai levar à “inevitável a viragem de um novo ciclo no CDS-PP”.

“O Movimento CDSXXI reconhece seriedade na atitude manifestada por Adolfo Mesquita Nunes em demitir-se de vice-presidente do CDS-PP. Defendemos a exclusividade de funções e nessa medida esta tomada de posição reflete a intenção do Adolfo em não acumular funções que possam gerar conflitos de interesses”, afirma a fação interna do CDS-PP, em comunicado.

A corrente democrata-cristã, que quer fazer regressar o partido à sua matriz fundacional centrista e democrata-cristã inspirada no pensamento personalista e no legado de Adelino Amaro da Costa, respeita os motivos da decisão de Adolfo Mesquita Nunes e diz que estes “devem ser compreendidos embora diminuam a já frágil direção do partido”.

“É inevitável a viragem de um novo ciclo no CDS-PP e o CDSXXI protagoniza isso mesmo. Estamos disponíveis, cada vez mais, para ser a alternativa”, sublinha.

Conforme noticiou o jornal “Expresso”, Adolfo Mesquita Nunes vai assumir o cargo de administrador não-executivo da Galp, devendo deixar o partido em abril. O vice-presidente demissionário considera que a decisão que tomou “em nada belisca” as suas convicções políticas e que vai continuar a ser um apoiante do CDS-PP e da sua atual líder, Assunção Cristas.

“Nem todos concordarão com esta escolha, outros treslerão, com mais ou menos insinuações, mas é a minha escolha. Uma escolha livre e consciente, que são os únicos adjetivos que me autorizo”, escreveu Mesquita Nunes numa publicação no Facebook. “Sinto apenas que fiz a minha escolha. E como na canção do Sondheim, a escolha pode estar errada, mas escolher está certo. E eu escolho”.

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