[weglot_switcher]

Movimento cívico “Somos TVDE” acusa Estado de ser submisso à Uber

Em comunicado, este movimento cívico que reivindica a agregação de milhares de motoristas de plataformas TVDE em Portugal, “denuncia publicamente que o ano de 2025 foi marcado por uma depreciação moral e financeira sem precedentes dos profissionais do setor, promovida por práticas abusivas das plataformas, com destaque para a Uber”.
31 Dezembro 2025, 14h40

O movimento cívico “Somos TVDE” considera que o Estado português está a demonstrar submissão à Uber e denuncia também aquilo que apelida de “exploração sistemática” dos motoristas TVDE.

Em comunicado, este movimento cívico que reivindica a agregação de milhares de motoristas de plataformas TVDE em Portugal, “denuncia publicamente que o ano de 2025 foi marcado por uma depreciação moral e financeira sem precedentes dos profissionais do setor, promovida por práticas abusivas das plataformas, com destaque para a Uber”.

“Num ano em que a Uber registou lucros globais recorde, os motoristas portugueses viram os seus rendimentos erodidos por reduções unilaterais de tarifas, pagamentos por quilómetro tão baixos como 0,20 a 0,35€ em corridas curtas, recolhas distantes superiores a 10 km, tempos de espera prolongados e reservas com quedas estimadas em 40%”, realça o movimento em comunicado.
“Práticas como “banimentos brancos”, mensagens intimidatórias do género (“Está parado por quê?”), viagens surpresa sem indicação de distância e mapas de calor falsos geraram indignação generalizada e uma fuga em massa de profissionais”, detalham.
Destaca esta plataforma que enquanto as plataformas anunciavam publicamente que “os motoristas nunca ganharam tanto como agora”, a realidade no terreno era de precariedade extrema, com muitos profissionais a receberem valores líquidos abaixo do salário mínimo após dedução de custos operacionais.
O Movimento Cívico Somos TVDE acusa ainda o Estado português e os sucessivos governantes de “cumplicidade nesta exploração, por se revelarem submissos aos interesses da Uber e de outras multinacionais. Nos corredores do Parlamento, admite-se sem pudor que a revisão da Lei 45/2018 só avançará quando as plataformas quiserem e estiverem de acordo com as alterações propostas, uma capitulação clara à influência de lóbis corporativos que tem adiado medidas essenciais como tarifas mínimas sustentáveis, transparência algorítmica e proteção efetiva contra práticas abusivas”.

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.