“Na próxima década temos de reduzir ainda mais o abandono escolar precoce”, diz António Costa (com áudio)

“Em 2010 nós tínhamos uma taxa de abandono escolar que chegava aos 30%, neste momento em 2020 conseguimos reduzir a taxa do abandono escolar precoce para 8,9”, destacou o primeiro-ministro.

António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, assume que é preciso reduzir “ainda mais o abandono escolar precoce” durante a próxima década no evento onde Governo e parceiros sociais assinaram um acordo de formação e qualificação.

“A produtividade das empresas e a competitividade da nossa economia tem mesmo a ver com as qualificações. Quando nos comparamos com os outros nos resultados económicos de hoje nunca podemos ignorar qual é a trajetória que nos e os outros tiveram ao longo do século XX”, apontou o governante, acrescentando que “a Suécia erradicou o analfabetismo, no inicio do século XX, nós chegamos ao 25 de Abril com uma taxa de analfabetismo muitíssimo elevada”.

“É por isso um esforço continuo que temos de fazer e é um esforço que vale a pena fazer”, garantiu o primeiro-ministro. “Em 2010 nós tínhamos uma taxa de abandono escolar que chegava aos 30%, neste momento em 2020 conseguimos reduzir a taxa do abandono escolar precoce para 8,9”, recordou.

Apesar dos avanços que têm sido feitos na área da formação desde 2010, o primeiro-ministro admite que “esta meta não nos satisfaz e na próxima década temos de reduzir ainda mais o abandono escolar precoce”. “Em 2010 tínhamos na população entre os 30 e 34 anos só 24% tinha concluído o ensino superior, em 2020 43% da população entre os 30 e 34% concluiu o ensino superior”, sublinhou António Costa.

Segundo o governante a evolução nacional “permite-nos estar hoje no Top 3 da taxa de recém licenciados em engenharia, imediatamente atrás da Áustria e próximo da Alemanha”.

“Isto significa que este esforço da qualificação é muito importante, é isso que nos tem permitido atrair muito do investimento estrangeiro, é isso que nos tem permitido que tenhamos sido capazes de ter empresas mais produtivas e termos o conjunto da economia mais competitivo”, afirmou o primeiro-ministro.

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