IL diz que apoio a Carlos Moedas tem de ser feito com ponderação: “Não é nesta primeira conversa que tudo será falado”

A conversa com Carlos Moedas está agendada para o início da próxima semana. As taxas municipais vão ser decisivas quanto ao apoio dos liberais ao candidato à Câmara de Lisboa. “Não estejam à espera da Iniciativa Liberal para manter um volume de taxas e impostos municipais que não fazem sentido”, aponta o partido.

Manuel de Almeida/LUSA

Carlos Moedas aceitou ser o candidato do Partido Social Democrata (PSD) às autárquicas pela Câmara de Lisboa. Quem se poderá vir a juntar, no apoio ao candidato, é a Iniciativa Liberal (IL), que admitiu ao Jornal Economico (JE) que a decisão do partido ainda vai demorar.

“Não é nesta primeira conversa que tudo será falado, as coisas têm de ser feitas com tempo e ponderação”, explicou fonte próxima da IL ao JE sobre o possível apoio do partido a Carlos Moedas. Recorda que o presidente do partido sempre alimentou a “estratégia de irmos sozinhos” para as eleições, ou seja terem candidaturas próprias, mas sempre assumiu existirem exceções que “se podem avaliar”. “Quando lhe perguntaram se Lisboa encaixava, João Cotrim Figueiredo disse que sim”, completou.

Quanto à candidatura de Carlos Moedas, a IL recorda que “tal como toda a gente soubemos ontem”. Entretanto, “houve um contacto [da parte do candidato à Câmara de Lisboa] e foi agendada uma conversa para o princípio da semana”.

“Portanto, vai haver essa primeira conversa”, destacam os liberais sublinhando que poderá ser a primeira de muitas dependendo de como correr o primeiro encontro. Antes de decidirem se apoiam Carlos Moedas, a IL precisam de saber se o candidato vai adotar medidas liberais. “Uma coisa é uma pessoa ser percecionada como tendo características liberais, outra coisa é o que isso significa na prática”, enaltecem os liberais.

Para a IL existem algumas medidas, como é o caso das taxas municipais, que serão decisivas quanto ao apoio dos liberais. “Em Lisboa, assistiu-se à criação de taxas, algumas que até foram depois consideradas inconstitucionais e depois a Câmara foi obrigada a devolver. Não estejam à espera da iniciativa liberal para manter um volume de taxas e impostos municipais que não fazem sentido porque prendem o desenvolvimento da cidade”, assegura o partido liderado por João Cotrim Figueiredo

Nas autárquicas, o principal objetivo da Iniciativa Liberal é “influenciar programas, influenciar governações”, algo que, segundo o partido, foi o que aconteceu nos Açores. “Nos açores o que fizemos não foi discutir nomes, não foi mercearia, foi discutir propostas concretas, medidas”, lembra o partido.

“Agora, vamos ter de nos sentar com o núcleo porque é o núcleo que está a fazer o desenvolvimento do programa autárquico e equipas”, afirmou a Iniciativa Liberal.

A Iniciativa Liberal poderá abrir mais exceções, mas em princípio a estratégia nas eleições autárquicas será a de ter candidaturas próprias. “Quando nos perguntam quantas candidaturas vamos ter, nós apontamos para perto de 40 que é mais ou menos o número de núcleos que temos neste momento”, frisa a IL.

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