Nasdaq brilha graças aos ganhos trimestrais recordistas da ‘big tech’

Investidores do outro lado do Atlântico aguardam por novidades depois da reunião da Reserva Federal, esta quarta-feira, mas ganhos das big tech animam índices tecnológicos em Nova Iorque.

Os principais índices bolsistas em Nova Iorque arrancaram a sessão desta quarta-feira em terreno x depois da divulgação de resultados trimestrais mistos das grandes gigantes da tecnologia, ao mesmo tempo que os investidores aguardam por novidades relativamente à política monetária da Reserva Federal no final do dia.

Assim, enquanto o Dow Jones desliza para 0,02% para 35,051.99 pontos, o S&P 500 perde 0,15% para 4,394.80 pontos. Entre as tecnológicas, o Nasdaq 100 avança 0,22% para 14,990.57 pontos e o Nasdaq Composite valoriza 0,43% para 14,723.1 pontos.

Entre os resultados divulgados, destaque para os títulos da Apple (-1,83% para 144.08 dólares), Microsoft (+0,15% para 286.98 dólares) e Alphabet (+3,79% para 2,738.0 dólares), a dona da Google que negoceiam em alta depois de nesta terça-feira à noite as três big tech terem anunciado um lucro conjunto de 57 mil milhões no segundo trimestre de 2021, cerca de 48 mil milhões de euros.

As empresas tecnológicas atingiram este valor, mesmo com a pandemia de Covid-19, evidenciando que a procura por estes serviços e por aparelhos tecnológicos aumentou com os sucessivos confinamentos. Segundo o “The Guardian”, os 59 mil milhões de dólares representam um recorde trimestral, tendo a Apple atingindo receitas de 21,7 mil milhões de dólares (18,3 mil milhões de euros), a Alphabet 61,8 mil milhões de dólares (52,3 mil milhões de euros) e a Microsoft 46 mil milhões de dólares (38,9 mil milhões de euros).

Na Apple as vendas de iPhones cresceram 50% e as vendas de publicidade da Google aumentaram 69% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, altura em que a Covid-19 se começou a espalhar pelo mundo. Também a plataforma de cloud da Microsoft cresceu mais que 50%. Além destas três, também a Amazon e o Facebook irão divulgar os seus resultados esta semana.

Ainda que os ganhos tem sido animadores, as preocupações em torno da repressão regulatória da China em vários sectores, incluindo empresas de tecnologia de peso, pesaram no ânimo dos investidores esta semana.

Recorde-se que ainda hoje poderão ser anunciadas novidades quanto à política monetária da Reserva Federal, ainda que o presidente da Fed, Jerome Powell tenha já afirmado que a reunião desta quarta-feira não marcará qualquer alteração na taxa de juro de referência ou na compra de ativos pela autoridade monetária dos EUA.

Jerome Powell mantém a sua interpretação de que a subida na inflação é transitória e, como tal, a previsão de subida das taxas é, como antes, só para 2024. Esta política assenta também, como já referiu o presidente da Fed, no comportamento do mercado laboral nos EUA, que tem mostrado sinais contraditórios e que não acompanham a perspetiva apresentada por outros indicadores, como a inflação.

Destaque ainda para a Boeing (+4,74% para 232.80 dólares) que anunciou, esta quarta-feira ter passado de prejuízos a lucros de 587 milhões de dólares no segundo trimestre. O lucro (equivalente a 497,5 milhões de euros) foi alcançado após seis trimestres de perdas, levando a Boeing a decidir permanecer com os níveis de emprego atuais e recuperar das dificuldades causadas pela pandemia de covid-19 e dos problemas com o modelo de avião 737 MAX.

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