Navio “Dona Tututa” deverá começar a operar em Cabo Verde até final de junho

O novo navio, da empresa do grupo português ETE, que esta segunda-feira foi apresentado oficialmente no estaleiro da Navaltagus, no Seixal, onde esteve a ser reconfigurado desde abril de 2020, irá integrar a rota S.Vicente/S. Nicolau/Sal/Boavista e será o primeiro com capacidade para contentores frigoríficos.

O “Dona Tututa”, o novo navio da CV Interilhas, deverá começar a operar até final de junho em Cabo Verde com a promessa de melhorar o escoamento de produtos frescos para as ilhas turísticas do Sal e Boavista.

O novo navio, da empresa do grupo português ETE, que esta segunda-feira foi apresentado oficialmente no estaleiro da Navaltagus, no Seixal, onde esteve a ser reconfigurado desde abril de 2020, irá integrar a rota S.Vicente/S. Nicolau/Sal/Boavista e será o primeiro com capacidade para contentores frigoríficos.

“Este navio vai melhorar significativamente uma das grandes reclamações que tem a ver com o transporte de produtos frescos e de movimentação da economia”, disse aos jornalistas o ministro do Mar de Cabo Verde, Paulo Veiga, que hoje participou na cerimónia de apresentação da embarcação no Seixal.

De acordo com o governante, esta inovação irá resolver sobretudo “um problema de desenvolvimento” de São Nicolau, ilha agrícola que exporta produtos frescos para as ilhas turísticas do Sal e Boavista.

Paulo Veiga sublinhou que, com a possibilidade de transportar contentores frigoríficos, os agricultores de São Nicolau conseguirão melhorar “o escoamento de produtos frescos”, algo que agora implica “um processo logístico muito complicado”.

“Agora esperam que haja navio para fazer a colheita, o que cria vários problemas. Se se atrasar a colheita, atrasa o navio ou o navio deixa a colheita e esta fica estragada”, disse.

De acordo com Paulo Veiga, este será o primeiro de quatro navios com esta capacidade que o governo de Cabo Verde pretende venham a integrar a operação da CV Interilhas, atual concessionária do transporte marítimo de passageiros e carga, em Cabo Verde, e que integra o grupo ETE.

Com 69 metros de cumprimento, a embarcação terá capacidade para 220 passageiros e cerca de 50 viaturas e poderá navegar por períodos seguidos de 24 horas.

“É um navio robusto que traz mais capacidade, conforto e segurança”, disse Jorge Maurício, vice-presidente do Grupo ETE em Cabo Verde,

O administrador do grupo ETE, Luís Figueiredo, considerou que a entrada em operação do novo navio representa o reforço do investimento em Cabo Verde, onde o consórcio português está há mais de 30 anos.

“Este projeto é para nós mais um passo no reforço do nosso contributo para as dinâmicas de cooperação estratégica entre Portugal e Cabo Verde através de um investimento sustentado”, disse Luís Figueiredo.

Também presente na cerimónia o ministro das Infraestruturas e Habitação português, Pedro Nuno Santos, destacou o trabalho do grupo ETE como um dos “grandes exemplos” de empresas portuguesas “de sucesso” que “produzem, acrescentam valor em Portugal e nos representam lá fora”.

“Esta é uma atividade onde podíamos e devíamos ser maiores do que somos, dominada por grandes empresas internacionais, mas temos uma empresa em Portugal que se tem batido ao longo de muitas décadas […] enquanto operador, armador e reparador navais”, disse.

Nuno Pedro Santos destacou, por outro lado, a ligação entre Cabo Verde e Portugal.

“A nova ligação a Cabo Verde e do nosso povo ao povo cabo-verdiano é enorme. Temos um enorme orgulho no país e em ver empresas portuguesas a colaborar e a servir a população de Cabo Verde”, disse.

O “Dona Tututa” homenageia a pianista e compositora cabo-verdiana Tututa Évora, nascida no Mindelo, ilha de São Vicente, e que viveu na ilha do Sal, onde fez carreira combinando a sua formação em música clássica com a música cabo-verdiana.

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