OE2021: PS acusa Catarina Martins de “mentir” sobre transferência para o Novo Banco

O grupo parlamentar do PS desmente que a proposta do Governo não vá “avançar mais” no combate à pobreza por causa da injeção de capital ao Novo Banco e diz que isso é “uma mentira tem que ser desfeita”. Os socialistas dizem ainda que continuam disponíveis para negociar “com boa-fé”.

O Partido Socialista (PS) acusou esta sexta-feira a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, de “mentir” ao dizer que o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) não vai “avançar mais” no combate à pobreza por causa da injeção de capital ao Novo Banco. O grupo parlamentar do PS garante que não está prevista nenhuma injeção de capital no Novo Banco e diz que continua disponível para negociar “com boa-fé”.

“A coordenadora do BE insiste na mentira sobre este Orçamento do Estado. Disse ontem que o Governo não vai mais longe no combate à pobreza porque prefere encaminhar o dinheiro para o Novo Banco. É mentira! O OE2021 não prevê a transferência de dinheiros públicos para o Novo Banco”, afirmou o vice-presidente do grupo parlamentar do PS João Paulo Correia, em conferência de imprensa, no Parlamento.

João Paulo Correia sublinhou que essa questão foi “afirmada e reafirmada” e que, ao contrário do que o BE tem dito, “o OE2021 não prevê a transferência de dinheiros públicos para o Fundo de Resolução para que possa reencaminhar para o Novo Banco”, uma pretensão dos bloquistas aceite pelo Executivo. “Essas acusações estão baseadas numa mentira e essa mentira tem que ser desfeita. Não podemos deixar de o denunciar”, asseverou.

O deputado socialista referiu ainda que as medidas de combate à pobreza que estão previstas no OE2021 são “grandes avanços que foram construídos nas negociações com os parceiros parlamentares” do Governo, nomeadamente com o BE, no que toca à criação de uma nova prestação social para que ninguém fique abaixo do limiar da pobreza, que “está estimada em cerca de 450 milhões de euros”.

João Paulo Correia disse ainda que o PS continua disponível “para a negociação com boa-fé”, desde que haja “bom senso e responsabilidade de ambas as partes”. Afiançou ainda que o PS tem “todo o interesse no desfecho positivo das negociações que viabilizem” o Orçamento do Estado para 2021.

A votação na generalidade do OE2021 está agendada para 28 de outubro, no Parlamento. O BE já anunciou que só vai decidir o seu sentido de voto três dias antes, numa reunião da mesa nacional. Até lá, os bloquista garantem que têm as portas abertas para continuar a negociar.

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