Operação Marquês. Advogado de Ricardo Salgado diz que acusação no processo GES é “infundada”

O requerimento de abertura de instrução do processo GES, com 777 páginas, foi entregue na segunda-feira pelos advogados do ex-banqueiro, Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, em resposta à acusação do Ministério Público, que tem quase quatro mil páginas e envolve 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas).

Vinte e dois anos depois, Ricardo Salgado saiu da liderança do BES. Enfrenta suspeitas da prática de vários crimes como burla qualificada, falsificação de documento, falsidade informática, fraude fiscal, infidelidade, abuso de confiança, branqueamento e corrupção no sector privado. Tem vários processos no Ministério Público, Banco de Portugal e CMVM. Esteve em prisão domiciliária cerca de seis meses, mas esta medida de coação já foi levantada.

A acusação do processo relativo ao Grupo Espírito Santo (GES) é “profundamente infundada” e tem uma dimensão “monstruosa”, considerou hoje o advogado do antigo banqueiro Ricardo Salgado, a propósito do requerimento de abertura de instrução nesse caso.

Em declarações aos jornalistas à saída do Campus da Justiça, em Lisboa – após a primeira parte da quarta sessão do julgamento do processo conexo da Operação Marquês em que o antigo presidente do GES responde por três crimes de abuso de confiança, devido a transferências de mais de 10 milhões de euros -, Francisco Proença de Carvalho lembrou que é “o exercício de um direito por parte do arguido” pedir a abertura da instrução.

“Fizemo-lo com muitos factos concretos e objetivos, com muitas provas e, portanto, acho que as pessoas podem ler e perceber que a história que a acusação conta é uma história infundada e que não prova quanto ao nosso cliente. Aquilo que estamos a fazer no processo é combater isso nesta fase”, explicou.

Confrontado com o rótulo de “monstruoso” atribuído a este processo nas mais de 700 páginas do requerimento de abertura de instrução, o advogado do antigo banqueiro vincou ser “monstruosa pela dimensão do processo”, realçando a complexidade da informação e notando que exige “muito tempo para o estudar e uma dedicação quase exclusiva” a esse caso.

“Deve haver poucas acusações no mundo dessa dimensão. Entendemos que é profundamente infundada quanto ao nosso cliente, mas a parte monstruosa… obviamente, o nosso cliente sente que é monstruosa quanto a si, mas nós estamos a falar da dimensão e da complexidade. Vamos lutar e reagir nas diferentes fases processuais”, salientou.

O requerimento de abertura de instrução do processo GES, com 777 páginas, foi entregue na segunda-feira pelos advogados do ex-banqueiro, Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce, em resposta à acusação do Ministério Público, que tem quase quatro mil páginas e envolve 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas).

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