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Opinião pública nacional favorável à cooperação internacional e políticas mais justas

Num estudo recente da FEC – Fundação Fé e Cooperação e do IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr, 83% dos inquiridos “defendem que o mundo precisa de mais cooperação entre países para resolver problemas globais como as alterações climáticas, a fome e os conflitos armados”.
11 Agosto 2025, 12h02

A opinião pública nacional encontra-se alinhada com a visão e políticas de cooperação internacional e de ajuda ao desenvolvimento, mostram dois estudos recentes da FEC – Fundação Fé e Cooperação e do IMVF – Instituto Marquês de Valle Flôr.

Perante a sondagem “O que pensam os portugueses sobre Desenvolvimento Global?”, conduzida pela FEC, a grande maioria dos participantes (83%) “defendem que o mundo precisa de mais cooperação entre países para resolver problemas globais como as alterações climáticas, a fome e os conflitos armados”, com 54% dos inquiridos a defender que Portugal se deve empenhar “no apoio aos países mais vulneráveis, como os da África lusófona.”

“Quando questionados se Portugal deveria apoiar países com pobreza extrema, 66% é a favor e 55% também é a favor ao apoio a países em emergências humanitárias”, lê-se num dos estudos.

Questionados sobre um cenário de perdão de dívidas aos países mais pobres por parte de Portugal, 68% dos inquiridos “concorda com o perdão, desde que se assegure o compromisso de usar os fundos para desenvolvimento e redução de pobreza (48%)”.

De acordo com as duas fundações, a “maioria dos portugueses reconhece que o desenvolvimento global é também do
interesse de Portugal, refletindo uma visão interdependente do mundo”.

Num outro estudo, a FEC e a IMVF alertam que “Portugal, apesar dos avanços, continua a aplicar políticas internas e externas que contradizem os princípios da justiça global, como o apoio a práticas comerciais injustas, políticas migratórias restritivas ou acordos económicos desequilibrados”, alertando para as consequências diretas e desproporcionais dessas decisões para os países em desenvolvimento.

“Estas incoerências políticas prejudicam diretamente países como a Guiné-Bissau, onde o acesso a bens essenciais, mercados justos e financiamento sustentável depende de decisões tomadas nos centros de poder da Europa”, lê-se no mesmo documento.


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