PAN vai votar a favor do novo estado de emergência: “Narrativa não deve estar virada para desconfinamento”

O porta-voz do PAN, André Silva, considera que ainda é cedo para se falar em desconfinamento e que o confinamento e as medidas restritivas atuais devem manter-se por mais tempo para que possa consolidar-se a redução dos contágios pela Covid-19.

“Este caso [Tancos] está a desviar a atenção daquilo que é essencial, que é todos podermos fazer uma campanha a informar as pessoas das nossas propostas.”

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) anunciou esta terça-feira que vai votar a favor da renovação do estado de emergência, que ser votada na quinta-feira no Parlamento. O porta-voz do PAN, André Silva, considera que ainda é cedo para se falar em desconfinamento e que o confinamento e as medidas restritivas atuais devem manter-se por mais tempo para que possa consolidar-se a redução dos contágios pela Covid-19.

“O PAN vai votar favoravelmente a renovação da declaração do estado de emergência. O contexto epidemiológico mantém-se semelhante àquele que tivemos há 15 dias”, argumentou André Silva, à saída da reunião com o Presidente da República, sobre a renovação do estado de emergência.

Em conferência de imprensa, André Silva reconheceu os números de casos e de internados devido à Covid-19 estão “mais reduzidos”, mas sublinhou que esse decréscimo não é ainda suficiente para garantir que se possa “sair deste panorama de confinamento e de restrição de movimentos necessário para continuar a combater a pandemia”. “Somos favoráveis a que essas restrições se mantenham”, reiterou.

André Silva frisou que o sentido de voto do PAN está já decidido, tendo em conta que, durante a reunião com o Presidente da República, foi comunicado que o novo decreto de renovação do estado de emergência “será semelhante ou igual ao de há 15 dias”. Ou seja, o novo decreto presidencial deverá manter, entre outras medidas, o confinamento geral, as restrições nas fronteiras e o fecho do comércio não essencial.

O porta-voz do PAN sinalizou ainda que levou ao Presidente da República “várias preocupações”, como a necessidade de apoio aos setores que vão continuar fechados, a revisão dos conteúdos programáticos tendo em conta que as aulas decorrem agora em regime virtual e a equiparação dos cerca de 10 mil estudantes nas variadas áreas da saúde a estagiar nos hospitais aos profissionais de saúde no que toca à vacinação.

“Neste momento, face ao contexto epidemiológico, a narrativa não deve estar virada para o desconfinamento. Esperamos que o Governo, nesta fase, esteja a preparar o desconfinamento, com um plano que seja robusto e capaz, de acordo com critérios que têm a ver com a região, mobilidade e transmissão”, referiu.

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