Passageiros de cruzeiro no porto de Lisboa com queda de 1% em 2019

O porto da capital registou no ano passado um crescimento de 17% do número de passageiros de cruzeiro em ‘turnaround’, com partida e fim em Lisboa, totalizando 72.830 passageiros, face aos 62.089 registados em 2018.

O porto de Lisboa encerrou o ano passado com um total de 571.259 passageiros de navios de cruzeiro, o que representou uma ligeira quebra de 1% face ao ano precedente, em que se registaram 577.603 passageiros de navios de cruzeiro no porto da capital.

No entanto, segundo um comunicado da APL – Administração do Porto de Lisboa, o porto da capital “registou em 2019 um crescimento de 17% do número de passageiros de cruzeiro em ‘turnaround’, totalizando 72.830, face aos 62.089 registados em 2018”.

“Este crescimento de ‘turnaround’ [cruzeiros com origem e final no mesmo porto, neste caso, em Lisboa] resulta do crescimento de 19% do número de passageiros embarcados no porto de Lisboa, para 36.558 (30.653 em 2018), e de 15% nos passageiros desembarcados, que passaram de 31.436 para 36.272 em 2019”, destaca o referido comunicado.

A administração da APL recorda, a propósito, que o ‘Outlook Report 2020 da CLIA – Cruise Lines International Association, a maior associação mundial de operadores de navios de cruzeiro, “indica que a despesa média por passageiro de navio de cruzeiro, antes de embarcar, é de 376 dólares”, comparando com a despesa média por passageiro em escala, que é de 101 dólares.

“Por esse motivo o Porto de Lisboa destaca, no contexto de estabilização do valor anual de passageiros de cruzeiro (…), o peso relativo do ‘turnaround’, que cresceu de forma assinalável, aumentando assim o impacto positivo da atividade na economia da cidade”, adianta o comunicado em questão.

A APL esclarece ainda que o ‘Outlook Report 2020’ da CLIA alerta igualmente para outros indicadores que, segundo os operadores desta indústria, estão a ganhar escala na atividade dos cruzeiros de passageiros, e que se prevê terem maior visibilidade e relevo em 2020.

Por um lado, o facto de as novas gerações – 66% da Geração X e 71% da Geração Y (Millennials) – terem agora “uma atitude mais positiva relativamente à atividade de cruzeiros, quando comparada com dados aferidos há dois anos”.

Depois, o fenómeno dos passageiros solitários, estando previsto que as companhias do setor “vão aumentar e melhorar oferta para passageiros que optam por viajar não acompanhados, em termos de alojamento e nas atividades a bordo dos navios e complementares nos destinos”.

Além disso, a estadia no destino indica que 65% dos passageiros permanecem nos destinos no pré-embarque e pós-desembarque do cruzeiro.

Quanto aos cruzeiros de curta duração, as companhias estão a consolidar a oferta de itinerários de curta duração, de três a cinco dias.

Está também em curso um processo de abolição dos plásticos, uma vez que 82% dos passageiros de cruzeiro reciclam e 80% reduz a utilização única de plástico quando em viagem, enquanto 70% dos passageiros renuncia ao uso de palhinhas de plástico.

Outra tendência em crescendo é a entrada ao serviço de navios mais sustentáveis. “Os associados da CLIA vão investir mais de 22 mil milhões de dólares em novos navios em 2020, com uma aposta em novas soluções e em tecnologias mais eficientes, juntamente com novas e mais exigentes medidas de sustentabilidade ambiental, no âmbito da sua atividade”, destaca a APL.

De acordo com este comunicado, “o objetivo dos associados da CLIA é identificar e adotar novas tecnologias para combustíveis mais limpos, para mitigar o seu impacto ambiental, no âmbito do compromisso assumido pela indústria dos cruzeiros para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030, com base nas emissões de 2008”.

“Em linha com isto, recorde-se que o Porto de Lisboa recebeu, no último ano, 18 navios em primeira escala, oito dos quais eram novos, ou seja, saídos de estaleiro durante o ano de 2019, e cinco deles em viagem inaugural”, conclui o referido comunicado.

 

Ler mais
Recomendadas

Banco de Portugal não prolonga a flexibilização às regras da concessão de crédito que adotou com a pandemia

O regulador bancário esclarece que “estas exceções deixarão, assim, de ser aplicáveis aos novos contratos celebrados com consumidores a partir de 1 de outubro de 2020”. Isto é, a partir de amanhã. Assim voltam a vigorar os limites ao debt service-to-income ratio (taxa de esforço) na concessão de novos créditos.

Associação Portuguesa de Bancos não prolonga moratórias privadas

Na sequência da extensão das moratórias públicas, a APB anunciou que “não se justifica” a alteração “dos atuais termos e condições das duas moratórias privadas”. Assim, as moratórias privadas manter-se-ão até 30 de junho de 2021 para o crédito ao consumo e até 31 de março para o crédito hipotecário não elegível para a moratória pública e que segundo a APB é residual.

Respostas rápidas: O que causou a derrocada na Praça de Espanha?

Na terça-feira um desabamento nas obras que estão a decorrer na Praça de Espanha acabou por provocar ferimentos ligeiros em quatro pessoas. Saiba o que está em causa.
Comentários