PCP ataca “escândalo” da transferência de custos de pessoal para o Estado

erónimo de Sousa defendeu a utilização de fundos públicos, por exemplo, para garantir que quem ficou em “lay off” devido à pandemia de covid-19 receba o salário por inteiro.

António Pedro Santos/Lusa

O secretário-geral do PCP atacou hoje o “escândalo da transferência de milhares de euros” de custos com pessoal para a Segurança Social de “empresas com lucros milionários” e criticou a compra do grupo da TVI como exemplo.

Numa audição com sindicalistas na sede do Centro Vitória do PCP, em Lisboa, Jerónimo de Sousa defendeu a utilização de fundos públicos, por exemplo, para garantir que quem ficou em “lay off” devido à pandemia de covid-19 receba o salário por inteiro.

E criticou “o escândalo da transferência de milhares de euros para empresas com lucros milionários e que, na primeira oportunidade, aproveitaram para transferir para os trabalhadores e para a Segurança Social uma boa parte dos seus custos.

São empresas, “muitas delas multinacionais, que beneficiam de milhões de euros de apoios públicos em projectos, que enchem a boca com a conversa da responsabilidade social, mas que agora, na primeira curva, a esqueceram, afirmou.

“Veja-se o caso de um grupo económico que meteu 500 trabalhadores em ‘lay-off’, mas que, passados poucos dias, anunciou a compra de 30% de uma grande empresa de comunicação social. Dinheiro há, como está à vista”, afirmou Jerónimo sem se referir diretamente à empresa Douro Azul, de Mário Ferreira, ao grupo Media Capital, que detém a TVI.

 

Ler mais
Recomendadas

PAN: “Estado de Emergência não significa necessariamente que tenha que existir um confinamento”

Em declarações ao Jornal Económico, Inês Sousa-Real assinala que “o que importa neste momento é percebermos onde é que estão as cadeias de transmissão”, defendendo que proporcionalidade e adequação das medidas consoante as localidades e regiões.

“Não desistimos de nenhuma batalha antes de acabar”. PCP apresenta propostas de alteração ao OE 2021

Entre as medidas apresentadas, no campo da justiça fiscal, João Oliveira anunciou que os comunistas pretendem a “atualização dos escalões IRS, o aumento de mais um escalão neste imposto aumentando a progressividade do mesmo, bem como o aumento dos chamados valores do mínimo de existência e dedução especifica, permitindo cumprir o objetivo de redução da tributação dos rendimentos mais baixos, intermédios”.

Governo vai ter de responder a providência cautelar do Chega contra restrições à circulação sem estado de emergência

Supremo Tribunal Administrativo dá 24 horas ao Conselho de Ministros para se pronunciar sobre alegação de inconstitucionalidade da resolução que proíbe deslocações entre concelhos das 00h00 de sábado até às 06h00 da próxima terça-feira.
Comentários