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PCP quer ouvir ministra da Saúde sobre atrasos na conclusão do Hospital Central do Alentejo

No requerimento, o PCP salienta que a conclusão do novo Hospital Público Central do Alentejo estava prevista para o final de 2024, “com um prazo de execução de 30 meses”.
O secretario-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, presta declarações a propósito do Orçamento do Estado para 2025 na sede do partido em Lisboa, 02 de outubro de 2024. FILIPE AMORIM/LUSA
27 Fevereiro 2025, 17h32

O PCP requereu hoje a audição urgente da ministra da Saúde e da administração cessante da ULS do Alentejo Central sobre os atrasos na conclusão das obras do novo hospital daquela região.

No requerimento, o PCP salienta que a conclusão do novo Hospital Público Central do Alentejo estava prevista para o final de 2024, “com um prazo de execução de 30 meses”.

“Já lá vão 40 meses e a atual previsão de conclusão é em 2026 ou 2027”, critica o partido.

O PCP salienta que o processo de construção do hospital “tem decorrido com enorme turbulência, sem que o Governo assuma os seus compromissos, protelando a assinatura dos protocolos para a realização das acessibilidades e a construção de infraestruturas, bem como a alocação de verbas para a aquisição do equipamento”.

“Constata-se igualmente uma progressiva desresponsabilização do Governo, com a constante delegação de competências na Unidade Local de Saúde”, acrescentam.

O PCP considera que tudo isto suscita “enorme preocupações quanto à concretização de um investimento essencial para assegurar cuidados de saúde de qualidade aos utentes”, solicitando assim a audição de Ana Paula Martins com caráter de urgência.

Neste requerimento, o PCP pede também a audição do conselho de administração cessante da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central, que se demitiu esta quarta-feira precisamente por divergências em relação à responsabilidade de construção do novo hospital.

O partido cita o comunicado em que a administração em questão apresentou a demissão, frisando que os seus membros dizem “não se rever na instrução contida” num despacho sobre a gestão da obra do novo Hospital Central do Alentejo.

“O referido despacho delega competências no Conselho de Administração da ULS quanto à execução dos contratos da construção do novo Hospital Central do Alentejo, incluindo empreitada, fiscalização e protocolos conexos com os projetos de investimento”, refere o PCP.

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