Plano de recuperação da Groundforce vai avançar

A elaboração do plano fica a cargo dos dois administradores de insolvência, Pedro Pidwell e Bruno Costa Pereira, que vão receber uma remuneração de 25 mil euros cada um para executar a tarefa.

Rafael Marchante/Reuters

O plano de recuperação da Groundforce vai mesmo avançar e tem de estar concluído nos próximos 60 dias, decidiram esta quarta-feira, por unanimidade, os credores da empresa de handling, reunidos em assembleia no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Também, e tal como já se previa, foi aprovada por unanimidade a manutenção da atividade da empresa detida maioritariamente por Alfredo Casimiro (50,1%) e pela TAP SGPS, o acionista minoritário que pediu a insolvência da empresa.

A elaboração do plano fica a cargo dos dois administradores de insolvência, Pedro Pidwell e Bruno Costa Pereira, que vão receber uma remuneração de 25 mil euros cada um para executar a tarefa.

A proposta de avançar para a elaboração do plano foi aprovado pelos credores representados na assembleia geral de credores, sobretudo graças aos votos dos trabalhadores. Os cerca de 2.400 trabalhadores da Groundforce são todos credores da empresa, não só por eventuais pagamentos em atraso como por créditos condicionados a uma eventual falência da empresa.

Além dos trabalhadores, representados em tribunal pelos sindicatos (o maior deles é o SITAVA, com quase 1.000 associados), também há 281 empresas credoras, sobretudo fornecedores, e outros credores em nome individual.

A Groundforce, nome comercial da SPdH, tem dívidas efetivas de cerca de 48 milhões de euros – os maiores credores efetivos são a TAP SA (19 milhões de euros), a ANA (cerca de 14 milhões de euros) e a Fidelidade. Os trabalhadores têm créditos efetivos de cerca de 2 milhões de euros, mas se a este montante juntarmos os valores calculados para o que os trabalhadores teriam de receber em caso de falência da Groundforce, as dívidas totais da empresa ascendem a cerca de 155 milhões de euros.

Na assembleia desta quarta-feira estavam representados 2.041 credores, cujos créditos ascendem a 137 milhões de euros. Como 88,2 milhões deste montante global dizem respeito a créditos condicionados (ainda não confirmados judicialmente), a juíza que dirigiu os trabalhos decidiu que estes créditos valeriam apenas 50% (ou 44,1 milhões) nas votações.

Relacionadas

Credores da Groundforce aprovam por unanimidade manutenção da atividade da empresa

Na assembleia desta quarta-feira estavam representados 2.041 credores, cujos créditos ascendem a 137 milhões de euros.

Groundforce acumula dívidas de mais 154 milhões de euros a 2.791 credores

Já o total de reclamado pelos credores ultrapassa os 137 milhões de euros, sendo que em vários dos credores não há reclamação da dívida, mas há um valor atribuído, que explica as diferenças destes números.

Credores reclamam 155 milhões à Groundforce

Entre os maiores credores encontram-se a TAP, cliente e acionista da Groundforce, a gestora de aeroportos ANA ou a seguradora Fidelidade, revela hoje o “Público”.
Recomendadas

Movimento nos aeroportos portugueses sobe 2,3% até setembro para 15,2 milhões de passageiros

O número de passageiros que passou pelos aeroportos portugueses aumentou, em termos homólogos, em 2,3%, para 15,2 milhões até setembro, adiantou em comunicado a Vinci, que detém a ANA – Aeroportos de Portugal.

Matos Fernandes descarta medidas adicionais para atenuar subida dos preços da energia

O Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, disse esta sexta-feira que “não vai haver necessidade” de falar de medidas adicionais para atenuar a subida dos preços da eletricidade “nos meses mais próximos”.

Galp: “Evento na Unidade de Destilação Atmosférica de Sines” não teve impacto no abastecimento do mercado português

“Seguindo os protocolos de segurança, a Empresa parou a operação da DAT que, após o seu arranque, é esperado que opere com taxas de utilização mais reduzidas durante algumas semanas”, anuncia a Galp.
Comentários