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Plano para o Amadora-Sintra passa pelo regresso dos cirurgiões que saíram, diz ministra

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou que já dispõe de um plano para o Hospital Amadora-Sintra que passa por convencer toda a equipa de cirurgiões que se demitiu em 2024 a regressar ao serviço. “O plano consiste em trazer para dentro do hospital Amadora-Sintra de novo toda a equipa de cirurgia que saiu” […]
saúde
26 Fevereiro 2025, 07h52

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou que já dispõe de um plano para o Hospital Amadora-Sintra que passa por convencer toda a equipa de cirurgiões que se demitiu em 2024 a regressar ao serviço.

“O plano consiste em trazer para dentro do hospital Amadora-Sintra de novo toda a equipa de cirurgia que saiu” nos últimos meses de 2024, afirmou Ana Paula Martins no podcast “Política com Assinatura” da Antena 1 da jornalista Natália Carvalho.

Questionada sobre a forma como pretende convencer os médicos cirurgiões, a governante respondeu: “Vamos conseguir”, adiantando ainda que este é um trabalho em que “muito brevemente os resultados estarão à vista”.

Em 12 de fevereiro, quando foi ouvida na Comissão de Saúde, a ministra admitiu que o Governo ainda não tinha um plano para o Amadora-Sintra, classificando a situação do serviço de cirurgia como “muito difícil”, na sequência da saída de 13 cirurgiões.

“Teremos de ter um plano que tem de passar por uma avaliação muito cuidada para responder à pergunta: porque é que 13 cirurgiões saem entre setembro, outubro, novembro e dezembro daquele serviço”, referiu a ministra na altura, realçando que a administração se esforçou para encontrar especialistas, mas “ninguém quer ir para lá trabalhar”.

Dias antes, em 06 de fevereiro, os membros do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde apresentaram a sua demissão à ministra da Saúde e ao diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, alegando que essa decisão permitiria à “tutela implementar as medidas e políticas que considere necessárias”.

A saída dos especialistas deveu-se ao regresso de dois médicos que denunciaram más práticas no serviço, que depois de investigadas não se confirmaram.

A situação do serviço de cirurgia tem motivado também vários alertas da Ordem dos Médicos, assim como dos médicos internos de formação especializada em cirurgia geral que, numa carta, denunciaram recentemente o “clima de insegurança profissional” a que dizem estar sujeitos.

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