Porto de Lisboa já fornece navios com combustível mais amigo do ambiente

As novas regras da IMO – International Maritime Organization exigem que o novo combustível marítimo tenham um máximo de apenas 0,5% de enxofre.

Cristina Bernardo

O porto de Lisboa antecipou a entrada em vigor, a partir de 1 de janeiro de 2020, de novas regras estipuladas a nível internacional pela IMO – International Maritime Organization e já está a fornecer os navios com um novo combustível amigo do ambiente

As novas regras da IMO exigem que o novo combustível marítimo tenham um máximo de apenas 0,5% de enxofre.

Este novo combustível, considerado um VLSFO (Very-low Sulphur Fuel Oil), foi distribuído pela Galp no fundeadouro do quadro central, situado na zona entre Alcântara e Belém, a partir da Estação de Assistência Naval do Porto de Lisboa (EANPL).

“O porto de Lisboa recebeu o M/V Antonia para efetuar bancas [abastecimento] ao largo e este navio foi o primeiro a receber o novo combustível marítimo menos poluente, com apenas 0,5% de enxofre, já de acordo com as regras estipuladas pela IMO (International Maritime Organization), para combater as emissões poluentes do transporte marítimo”, destaca um comunicado da APL – Administração do Porto de Lisboa.

O mesmo documento destaca “a resposta rápida e eficiente, da parte da Galp e da EANPL, para disponibilização do VLSFO aos seus clientes, tornando-os pioneiros a nível nacional e em antecipação à imposição da IMO, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2020”.

“Recorde-se que o combustível que é utilizado pelos navios na área do porto de Lisboa é cinco vezes menos poluente, ou seja, tem no máximo 0,1% de teor de enxofre, de acordo com a diretiva europeia de 2015 que se aplica aos estados membros da UE”, recorda a empresa pública presidida por Lídia Sequeira.

Segundo a APL, “a IMO é uma agência especializada das Nações Unidas, criada em 1948, com responsabilidades na indústria do ‘shipping’, nomeadamente na segurança marítima e prevenção da poluição, preconizando com a adoção desta medida, um impacto substancialmente positivo para a saúde humana, para a melhoria da qualidade do ar e para a proteção do ambiente, nomeadamente dos ecossistemas marinhos e das populações que moram perto de portos e das principais rotas de navegação”.

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