Presidenciais. Movimento Convergência critica fuga às responsabilidade da direção do BE

O movimento Convergência, do Bloco de Esquerda (BE), criticou este sábado a direção do partido de “fuga desesperada às responsabilidades” por “desvalorizar os resultados” de Marisa Matias e “derrota à esquerda” nas presidenciais.

No dia em que a mesa nacional do BE reuniu, por videoconferência, para analisar os resultados das presidenciais, o movimento divulgou uma posição pública em que criticou ainda o fraco envolvimento do partido na decisão da candidatura, apresentada como “um facto consumado”.

No comunicado, defendem que é preciso “saber qual a resposta política da direção sobre a perda de 300 mil votos da candidatura do Bloco e a concentração de votos de contestação ao sistema na candidatura da extrema-direita”.

“Procurar desvalorizar os resultados e a derrota à esquerda, dizer que o problema está na especificidade da eleição presidencial como foi dito para a imprensa, é uma fuga desesperada às responsabilidades. As presidenciais de 2016 também não tiveram a sua especificidade?”, lê-se num comunicado de quatro páginas.

Para este grupo de militantes bloquistas, a direção de Catarina Martins “prepara-se para desvalorizar as perdas eleitorais, tal como o fez em 2019 nas legislativas, recusando-se a retirar conclusões sobre a necessidade de uma reorientação na linha política que se confunde, cada vez mais, com a social-democracia”.

Além de acomodar-se “nas disputas institucionais que estão a descaracterizar o Bloco e a conduzi-lo à perda de influência política”.

O movimento Convergência não é uma tendência formal dentro do BE e nele destacam-se nomes ligados à UDP (um dos partidos que esteve na fundação do BE, atualmente uma associação política), como o militar de Abril Mário Tomé, Carlos Marques, ou a ativista pelos direitos das mulheres Manuela Tavares, assim como dois antigos deputados Pedro Soares e Carlos Matias.

Hoje, Catarina Martins e a mesa nacional reconheceram que a candidatura a Belém de Marisa Matias “não alcançou os resultados que o BE desejava e esperava” e saudaram a campanha que fez em “condições políticas muito complicadas”, centradas no tema da pandemia e num “cenário de reconfiguração da direita” com a subida da “ultra direita”, de André Ventura, do Chega.

E admitiu que os eleitores socialistas e dos “partidos à esquerda do PS” foram “a força que quis esta estabilidade de uma vitória folgada à primeira volta de Marcelo Rebelo de Sousa”, no último domingo.

Marcelo Rebelo de Sousa, com o apoio do PSD e CDS-PP, foi reeleito Presidente da República nas eleições de domingo, com 60,70% dos votos, segundo os resultados provisórios apurados em todas as 3.092 freguesias e quando faltava apurar dois consulados.

A socialista Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada, com 12,97%, seguindo-se André Ventura (Chega) com 11,90%, João Ferreira (PCP e Verdes) com 4,32%, Marisa Matias (Bloco de Esquerda) com 3,95%, Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal) com 3,22% e Vitorino Silva (Reagir, Incluir e Reciclar – RIR) com 2,94%.

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