O presidente da Associação dos Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), José Couto, considera a greve geral marcada para dezembro “extemporânea da parte dos sindicatos, principalmente numa altura em que estamos numa fase de negociações”, adiantou em declarações ao JE. Para José Couto, “os trabalhadores ainda têm pouca informação” sobre aquilo que poderão vir a ser as novas leis do trabalho, pelo que a decisão de avançar com uma greve é uma atitude ‘deslocada’ no tempo.
Para o presidente da AFIA, “a greve pode ter um significado político” – que está aliás na base do conceito de greve geral – sendo aparentemente esse o desígnio que os sindicatos perseguem.
Em termos do setor, José Couto adianta que “estamos a avaliar o impacto que a greve pode vir a ter”, mas, à partida, “receio que possa vir a parar algumas linhas de produção”, com as consequentes implicações ao nível da produção. Uma greve tem sempre a capacidade de “colocar em causa o normal funcionamento das empresas” – e por maioria de razão uma greve geral, “que pode ter um significado político” que acresce às reivindicações setoriais, assume um impacto ainda maior.
Recorde-se que as duas centrais sindicais nacionais, CGTP e UGT, acordaram agendar uma greve geral contra a reforma laboral proposta pelo Governo para o próximo dia 11 de dezembro. “A data que está consensualizada entre as duas centrais” afirmou Mário Mourão, dirigente da UGT. As negociações entre a CGTP e a UGT para uma greve a realizar na primeira metade de dezembro tinha sido já assinalada como uma possibilidade, que se tornou evidente perante a vontade de aquelas estruturas sindicais subirem o tom das críticas às propostas de alteração da lei laboral feitas pelo Governo.
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