O debate sobre a proposta do Governo para reduzir o IRS mostrou que a coligação governamental não vai ter uma vida fácil num parlamento onde dispõe, apenas, de maioria relativa. Não só o Partido Social-Democrata (PSD) teve de adiar a votação da proposta do Governo, como viu serem aprovados todos os projetos de lei propostos pelos partidos à esquerda, que beneficiaram da abstenção do Chega e da Iniciativa Liberal (IL) e só tiveram votos contra do PSD e do CDS.
“Houve uma atitude de absoluta irresponsabilidade do Partido Socialista [PS], uma aliança entre o PS e o Chega”, afirmou o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, depois de terem sido aprovados os projetos de lei do PS, Bloco de Esquerda (BE) e Partido Comunista Português (PCP), que propõem a concentração da descida dos impostos nos escalões mais baixos de rendimentos.
As duas maiores forças políticas, a seguir ao PSD, querem ver a proposta do Executivo alterada. O PS dificilmente estará disponível para a viabilizar tal como está e o presidente do Chega, André Ventura, classificou-a como “uma fraude” e “um remendo fiscal”, defendendo que seja dada prioridade aos que “ganham menos”, além de que continua a tentar obrigar o PSD a uma negociação direta.
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