PSD quer ouvir três ministros (e não o primeiro-ministro) na comissão de inquérito a Tancos

O primeiro-ministro António Costa não consta da lista de personalidades que o PSD quer chamar à comissão parlamentar de inquérito ao furto de armas na base militar de Tancos. Curiosamente, o PS anunciou que vai requerer um depoimento por escrito de Costa.

O PSD entregou hoje na Assembleia da República a lista de personalidades que pretende ouvir no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao furto de armas em Tancos. Destaque para a não inclusão do primeiro-ministro António Costa numa lista que, por outro lado, requer a presença de três ministros do atual Governo: João Gomes Cravinho (ministro da Defesa Nacional), Eduardo Cabrita (ministro da Administração Interna) e Francisca Van Dunem (ministra da Justiça).

A não inclusão de Costa na lista não é propriamente uma surpresa. O líder do PSD, Rui Rio, já tinha defendido publicamente que o primeiro-ministro deveria prestar esclarecimentos em reunião plenária da Assembleia da República e não em comissão parlamentar de inquérito. Chegou mesmo a dizer que seria inédito um primeiro-ministro depor numa comissão parlamentar de inquérito, embora vário o tenham feito no passado recente, mas através de depoimento por escrito.

Além dos três atuais ministros, o PSD também quer chamar o anterior ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e o seu ex-chefe de gabinete, tenente-general Martins Pereira. Assim como o ex-Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, e o respetivo sucessor, general Nunes da Fonseca. No total, a lista do PSD tem 29 nomes.

Embora não tenha sido chamado pelo PSD, curiosamente será o PS a requerer um depoimento por escrito do primeiro-ministro. Na lista de personalidades que o PS quer ouvir na comissão de inquérito, além de Costa (nesse caso apenas por escrito, prerrogativa de que beneficiam os primeiro-ministros em funções), sobressai a anterior procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.

 

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