PSI-20 valoriza em linha com a Europa com EDP Renováveis a liderar

Os mercados de ações europeus recuperam das perdas de ontem. Lisboa não foi exceção. As ações da EDP Renováveis deram um ‘boost’ à sessão.

José Manuel Ribeiro/Reuters

O PSI-20 fechou a subir 1,11% para 5.271,16 pontos com as ações da EDP Renováveis a dispararem (3,84% para 22,20 euros).

A EDP Renováveis anunciou ontem ter celebrado um contrato com a TransCanada Energy para lhe vender energia do seu parque eólico em Sharp Hills, na província canadiana de Alberta, por um período de 15 anos, sendo que a empresa refere que “este contrato permitirá o desenvolvimento contínuo deste parque eólico com 297 MW”.

O índice lisboeta acompanhou a tendência europeia. A EDP subiu 0,98% para 4,53 euros; os CTT valorizaram 1,75% para 4,64 euros; a Corticeira Amorim ganhou 1,39% para 11,64 euros; as ações da Pharol avançaram 2,92% para cotar nos 0,0916 euros. A Navigator valorizou 0,81% para 2,98 euros e o BCP no dia em que a Moody’s melhorou o rating, subiu 0,57% para 0,1241 euros.

A agência Moody’s melhorou hoje o rating dos depósitos de longo prazo do banco BCP, na sequência da melhoria do rating soberano de Portugal. Já o rating da dívida sénior foi confirmado em ‘Ba1’.

A perspetiva dos rating dos depósitos e da dívida sénior mantém-se em ‘estável’, o que, segundo o BCP, reflete a “perspetiva da Moody’s de que a qualidade creditícia do banco se manterá estável ao longo do período de análise”.

A Mota-Engil e a Altri foram as exceções a uma sessão vestida de verde. A construtora caiu 0,38% para 1,310 euros e a papeleira recuou 0,66% para 5,26 euros.

Os mercados de ações europeus recuperam das perdas de ontem, onde os riscos de colapso da Evergrande marcaram a sessão em ambos os lados do Atlântico. As opiniões dividem-se quanto ao considerar o gigante de imobiliário como o caso Lehman Brothers chinês, numa alusão à falência do banco norte-americano em 2008.

O EuroStoxx 50 valorizou 1,33% para 4.097,51 pontos e o Stoxx 600 ganhou 1%.

O DAX subiu 1,43% para 15.348,53 pontos; o CAC 40 avançou 1,50% para 6.552,73 pontos; o FTSE 100 ganhou 1,12% para 6.980,98 pontos; o FTSE MIB fechou em alta de 1,22% para 25.353,36 pontos; e o IBEX valorizou 1,16% para 8.756 pontos.

Segundo o analista de mercados do Millennium investment banking, Ramiro Loureiro, o sector das viagens está no topo da recuperação europeia.

“As praças europeias encerraram em alta, com o sector de viagens e lazer a liderar os ganhos na Europa, impulsionado pelo alívio de restrições nos EUA para viajantes vindos da União Europeia e do Reino Unido”, explica o analista.

O sector imobiliário também esteve entre os destaques, animado pela revelação de que as casas em início de construção nos EUA e as licenças de construção tiveram um registo acima do previsto em agosto.

A subida das perspetivas de crescimento do PIB para a zona euro este ano para os 5,3%, por parte da OCDE ajudou a impulsionar os ganhos, adianta o analista do BCP que adianta que é no entanto, de notar, que para os EUA a organização reviu em baixa a projeção de crescimento económico para 6% em 2021.

O analista salientou que a revisão em alta das perspetivas de crescimento económico para a zona euro em 2021 e 2022 deu um boost adicional ao sentimento, “ajudando a suportar as performances mais positivas de sectores cíclicos como o Energético, o de Recursos Naturais e o Tecnológico”, que estiveram na liderança. Isto em vésperas das conclusões de política monetária da Fed, a serem conhecidas na próxima quinta-feira, onde os investidores estarão atentos aos sinais sobre a redução de estímulos nos EUA (tapering).

O euro cai 0,01% para 1,1725 dólares.

O petróleo Brent subiu 0,51% para 74,30 dólares.

Na dívida pública, as obrigações a 10 anos da Alemanha sobem 0,24 pontos base para -0,32%. Ao contrário a dívida portuguesa tem os juros em queda de 0,31 pontos base para 0,24%. Espanha também com juros a caírem 0,94 pontos base para 0,32% e Itália tem os juros a recuarem 1,88 pontos base para 0,6%.

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