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PSI abre esta segunda-feira com 16 cotadas com a entrada da Teixeira Duarte

Mas essa não é a única novidade nos índices das bolsas europeias esta segunda-feira. O índice EuroStoxx 50 passa a contar com 17 cotadas alemãs e 15 francesas a partir de 22 de setembro. Entram o Deutsche Bank, a empresa industrial também alemã Siemens e biotecnológica dos Países Baixos, a Argenx. Saem a finlandesa Nokia, a italiana Stellantis e a francesa Pernod Ricard.
22 Setembro 2025, 07h00

A Teixeira Duarte foi promovida ao índice principal da bolsa portuguesa, o PSI, e a partir desta segunda-feira, dia 22 de setembro, a principal montra da bolsa de Lisboa passa a ter 16 cotadas. As ações Teixeira Duarte, foram adicionadas ao PSI após o fecho de mercado da passada sexta-feira.

Isto significa que as ações da empresa liderada por Manuel Maria Teixeira Duarte são agora incluídas no grupo de empresas que compõem o índice de referência da bolsa, acompanhando a Mota-Engil no setor da construção.

Esta promoção é um regresso nove anos depois ter saído do PSI e acontece após as ações da Teixeira Duarte terem acumulado uma valorização de mais de 470% desde o início do ano, com um valor de mercado de 184 milhões de euros na data da decisão (dia 10 deste mês) tendo atualmente a sua capitalização de mercado já subido para 268,49 milhões de euros, depois de entrar no PSI.

O PSI integra as empresas cujo capital disperso em bolsa (free float market) corresponda, no mínimo, a 100 milhões de euros. As regras da Euronext exigem esse mínimo de 100 milhões de euros de valor bolsista em capital disperso, sendo que esse valor pode cair para 75 milhões sem que a cotada tenha de sair do índice na revisão trimestral. Só na revisão anual do índice é que um título pode sair do PSI se não se verificar o critério dos 100 milhões em free float. Depois cada cotada do PSI tem de ter 15% do capital em free float, mas há tolerância para que dois títulos no PSI possam ter entre 10% e 15% na revisão anual.

Mas essa não é a única novidade nos índices das bolsas europeias esta segunda-feira. O índice EuroStoxx 50 passa a contar com 17 cotadas alemãs e 15 francesas a partir de 22 de setembro. O índice que aglutina as 50 maiores cotadas da Zona Euro vai mudar a sua composição já esta segunda-feira entrando três cotadas e saindo três.

Com estas alterações as empresas alemãs ultrapassam as francesas no índice EuroStoxx 50, e, em termos setoriais, a banca conquista mais terreno. Entra o banco alemão Deutsche Bank e a empresa industrial também alemã Siemens. Entra ainda biotecnológica dos Países Baixos, a Argenx. Saem a finlandesa Nokia, a italiana Stellantis e a francesa Pernod Ricard.

Passa assim a haver 17 empresas alemãs no EuroStoxx 50 e a representação francesa cai para 15 cotadas. Em proporção, 34% das empresas são cotadas em Frankfurt, 30% são cotadas na Bolsa de Paris e 14% cotadas na Bolsa de Amesterdão, quando até aqui as cotadas francesas lideravam a presença no índice com 36,4%.

Ao contrário do Stoxx Europe 600, que faz revisões trimestrais, o Euro Stoxx 50 faz revisões anuais em setembro. No entanto inclui um “mecanismo de entrada  e saída rápida” trimestral que adiciona cotadas se registarem uma extraordinária evolução da cotação, ou retira se registarem uma queda significativa. Foi assim que empresa alemā de defesa Rheinmetall, entrou no índice em junho. As ações da empresa de armamento ultrapassaram o limite necessário para uma entrada rápida (fast entry) no EuroStoxx 50.

A passada sexta-feira, tal como nos contam os analistas da MTrader, foi uma sessão “triple-witching day, em que ocorreu o vencimento das opções de futuros e opções de índices de ações”.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, refere sobre a sessão de sexta-feira, que “as bolsas europeias perderam algum fulgor durante a tarde e acabaram divididas entre os ganhos do IBEX e as perdas do PSI, num dia com um volume de transações superior ao habitual, uma vez que esta sexta-feira foi triple-witching day, em que ocorreu o vencimento das opções de futuros e opções de índices de ações. A banca foi o setor mais animado, tendo mesmo puxado pelo índice de ações espanhol”.

No plano macroeconómico a indicação de que os preços no produtor alemão recuaram mais que o esperado em agosto continua a ajudar a sustentar a estabilidade da inflação na Zona Euro e a alimentar uma política de juros baixos por parte do BCE, o que joga a favor dos mercados de ações.

Ainda no mercado europeu destaque para as obrigações do tesouro da República francesa. É que a DBRS baixou a classificação da República Francesa para AA, com tendência alterada para Estável, este sábado. A DBRS é a segunda agência de rating a cortar o rating da dívida francesa no espaço de uma semana. A decisão da Morningstar DBRS aumenta as dúvidas sobre a capacidade de Paris para cumprir as promessas de controlar o défice no meio da instabilidade política.

Ao contrário, a DBRS confirmou os Ratings de Emitente de Longo Prazo em Moeda Estrangeira e Local dos Estados Unidos da América em AAA. Ao mesmo tempo, a Morningstar DBRS confirmou os Ratings de Emitente de Curto Prazo em Moeda Estrangeira e Local dos EUA em R-1 (elevado). A tendência de todas as classificações de crédito é Estável.

A tendência Estável reflete a visão da DBRS de que a extraordinária solidez creditícia dos Estados Unidos continua a sustentar as classificações AAA.

Os principais índices da bolsa de Nova Iorque fecharam em máximos esta sexta-feira e também registaram ganhos semanais após a Reserva Federal (Fed) reduzir a taxa de juro, pela primeira vez este ano. O financeiro S&P 500 subiu 0,49% para 6.664,36 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq avançou 0,72%, para 22.631,48 pontos. O industrial Dow Jones valorizou 0,37% para 46.315,27 pontos. A semana ficou marcada pelo corte de 25 pontos-base nos juros diretores, que já era amplamente esperado pelos investidores. Mas o que ajudou ao sentimento foi que Jerome Powell sinalizou que a Fed ia cortar os juros mais duas vezes, de forma a apoiar o mercado laboral norte-americano bastante fragilizado.

“Na Ásia a decisão de manutenção de taxas do juro pelo BoJ não foi consensual e o Banco Central tem planos para começar a desfazer-se de participações em ETFs, numa altura em que a inflação no país até desceu mais que o esperado (de 3,1% para 2,7% em agosto)”, destacam os analistas do Millennium BCP.

Noutros mercados, a cotação do barril de Brent para entrega em novembro terminou sexta-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 1,13%, para os 66,68 dólares. O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, acabou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 76 cêntimos abaixo dos 67,44 dólares com que encerrou as transações na quinta-feira. Isto numa altura em que Donald Trump insiste nos Estados europeus para que deixem de comprar petróleo russo, porque acredita que se os preços do petróleo baixarem a Rússia pode acabar com a guerra com a Ucrânia.


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