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Quercus alerta que mais de dois terços do eucaliptal ardido estão ocultos das estatísticas nacionais

“Importa realçar que no período homólogo e relativamente ao ano com maior área ardida, este valor é superior em cerca de 20 mil hectares”, revelou a Quercus.
Gerês
15 Dezembro 2025, 11h06

A Quercus anunciou, esta segunda-feira, que o 5.º relatório provisório de incêndios rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), publicado em setembro, revelou que é já o 4º ano com maior área ardida, desde 1996 (ano com dados disponíveis), com 254.296 ha ardidos em Portugal.

“Importa realçar que no período homólogo e relativamente ao ano com maior área ardida, este valor é superior em cerca de 20 mil hectares”, revelou a Quercus.

No entanto, “a análise recente da Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS) e da Carta de Ocupação do Solo Conjuntural (COSc), produzidas pela Direção-Geral do Território (DGT) com base em imagens de satélite do programa europeu Copernicus (Sentinel-2), evidencia deficiências estruturais que estão a comprometer a leitura da realidade florestal portuguesa e que comprometem os dados oficiais”.

“Senão vejamos: A COS, atualizada apenas de cinco em cinco anos, e os ortofotomapas que lhe dão suporte, cuja última edição remonta a 2018, apresentam um desfasamento significativo face ao território real, e para agravar esta situação, a COSc, de carácter anual, sofre do mesmo problema técnico pois classifica como “mato” vastas áreas de eucaliptal jovem, em regeneração ou em rotação após corte, mascarando assim a verdadeira extensão desta cultura florestal”, sublinhou a Quercus.

Assim, a Quercus recomendou “a retificação urgente do protocolo de análise, garantindo a identificação correta das espécies florestais e uma atualização mais próxima do tempo real e defende que as plantações de eucalipto (e outras espécies florestais de rápido crescimento) passem a estar sujeitas a licenciamento obrigatório e georreferenciação em plataforma oficial do Estado, permitindo uma monitorização transparente e eficaz da ocupação do solo e da evolução do risco de incêndio”.


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