Ramalho Eanes: Mandato de Marcelo “surpreendeu agradavelmente”

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes voltou a defender uma mandato presidencial de sete anos. Defendeu que “o Governo atue com previsão, estratégia e gestão e ponha de lado questões de matriz ideológica” na gestão da pandemia e uma informação “transparente”.

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes escusou-se a avaliar o primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, mas admitiu que o “surpreendeu agradavelmente”.

Em entrevista a Miguel Sousa Tavares, na TVI24, Ramalho Eanes disse ainda que “os segundos mandatos são sempre diferentes do primeiro”, quer porque as circunstâncias são distintas, quer porque “em abono da verdade” tem “alguma influência” o facto do Presidente já não concorrer a novas eleições.

“Acho que o Presidente da República devia ter um mandato de sete anos”, voltou a defender, justificando que isso daria uma “liberdade absoluta”, uma vez que considera que “um Presidente da República quando está a terminar o primeiro mandato obviamente começa a pensar na reeleição”.

Questionado sobre a gestão da pandemia, o antigo Presidente da República considerou que num contexto como o atual é preciso que a “nação se mobilize” e “isso implica uma informação completa, uma informação transparente” e que “o Governo atue com previsão, estratégia e gestão e ponha de lado questões de matriz ideológica”.

“Aquilo que importa é conseguir o melhor resultado com o empenhamento de todos”, vincou, realçando que “o país atravessa uma crise de que não há memória”, defendendo que “o Governo tem de considerar a situação económica e em particular a fragilidade preocupante das empresas para que o tecido produtivo não fique totalmente destruído. Em segundo lugar, é necessário considerar os desempregados”.

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